Talibã estaria invadindo casas e para procurar e matar LGBT

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Foto: Getty Images

O retorno do Talibã ao comando de Cabul, capital do Afeganistão, está deixando grupos minorizados em estado de alerta. De acordo com o ativista Nemat Sadat, o movimento fundamentalista e nacionalista estaria invadindo casas para procurar e matar LGBT e pessoas que trabalharam ou colaboraram com o governo norte-americano.

Sadat diz que as coisas não devem ser feitas as claras, já que o objetivo do Talibã agora é trazer a opinião pública para o lado deles, por isso, a perseguição será feita por meio de informantes anônimos e as execuções de maneira discreta. “Sei disso porque foi dessa forma que elementos secretos do Talibã dentro do governo afegão durante a era Karzai e Ghani fizeram e aqueles que escaparam compartilharam sua história comigo”, disse em entrevista ao PinkNews.

“Por pior que fosse a vida para LGBT sob os regimes de Hamid Karzai e Ashraf Ghani, não há como dizer o quão severa pode se tornar sob o Talibã”, pontuou Sadat. “Não é hiperbólico dizer que o Talibã fará o que os nazistas fizeram com os homossexuais: eliminar e exterminar da sociedade afegã”.

O ativista está em contato com ONGs pelo mundo para tentar ajudar pessoas LGBT a fugirem do país e está buscando uma maneira de pressionar outros governos a criarem programas que abriguem refugiados do Afeganistão. De acordo outra entrevista, dessa vez ao jornal O Globo, há neste momento uma lista com 100 nomes que estão tentando deixar o país para sobreviver.

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Renan é um jornalista de humor ácido (é bem ruim pela manhã) que acredita que informação é uma das armas mais poderosas contra a LGBTfobia.
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