Tailândia bloqueia sites pornô para evitar “comportamento impróprio”

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Depois de diversas ameaças, a Tailândia confirmou o bloqueio de 190 sites pornográficos no país. A ação foi oficializada pelo Ministério da Economia e Sociedade Digital com base na Lei de Crimes de Informática criada em 2007, mas a população acredita que um escândalo sexual do rei do país é a maior razão para o bloqueio.

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Uma das maiores perdas, tanto para a população quanto para a empresa, foi site canadense Pornhub. Estudos divulgados pelo site mostravam que a Tailândia era um dos maiores mercados, sendo que em 2019 os espectadores do país assistiram, em média, 11 minutos e 21 segundos.

Além da revolta on-line, parte da população da cidade de Bangkok, capital do país, foi as ruas em protesto e munida de cartazes pedindo para que as autoridades parem de censurar a liberdade de acessar o que eles quiserem.

Escândalo sexual do rei

O que muitas pessoas apontaram como fator determinante para o bloqueio dos sites é o ressurgimento de um vídeo do rei e ex-esposa dele nus em companhia dos cachorros de estimação que é, para muitos, considerado um grande escândalo sexual.

Sem controle sobre o aparecimento constante do vídeo nos sites, a solução seria proibir todos eles com a justificativa de que os jovens podem aprender “comportamentos impróprios” ao terem acesso a pornografia.

VPN tem mantido os acessos aos sites no país

Mas o bloqueio imposto pelo governo por meio das operadoras de internet parece não estar surgindo muito efeito, visto que desde a proibição, houve um aumento de 640% nas Redes Particulares Virtuais (VPN), de acordo com empresa de pesquisa de internet Top10VPN.

Vale lembrar que Bangkok aparece em décimo lugar quando o assunto são os acessos ao Pornhub, graças as visitas dessa cidade, o país aparece entre os 20 primeiros na lista de maiores consumidores do site. Com os acessos via VPN, os dados pode ser mascarados.

Comentários

Renan Oliveira
Renan é um jornalista de humor ácido (é bem ruim pela manhã) que acredita que informação é uma das armas mais poderosas contra a LGBTfobia.
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