Painel da ONU sobre LGBTs refugiados termina nesta terça

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Vai até a próxima terça-feira (29) a mesa redonda que discute sobre refugiados LGBT pela primeira vez em 10 anos na ONU. A conferencia, convocada por Filippo Grandi, Alto Comissário da ONU para Refugiados, e co-organizada por Gillian Triggs e Victor Madrigal-Borloz, foi aberta no início do mês em Genebra e busca encontrar a melhor forma de apoiar e acolher pessoas em situação de vulnerabilidade em países que condenam relações entre pessoas do mesmo gênero e persegue identidades de gênero que fogem da heteronormatividade.

Batizada de Proteção e Soluções para Pessoas LGBTIQ+ em Deslocamento Forçado de 2021, a mesa redonda conta com a participação de diferentes governos, da sociedade civil e do setor privado. “Pessoas LGBTIQ+ em todo o mundo enfrentam violência e discriminação por parte de seus governos, suas comunidades e até mesmo de suas próprias famílias”, pontua Gillian Triggs, Alta Comissária Assistente de Proteção do ACNUR, a Agência da ONU para Refugiados. “Espero que esta Mesa Redonda estimule a comunidade internacional a inspirar uma proteção mais genuína para as pessoas LGBTIQ+ em situação de deslocamento”.

Ao todo, 69 países consideram relações entre pessoas do mesmo gênero algo punível com prisão e mais 5 deles condenam o ato com pena de morte. “Pessoas LGBTIQ+ em todo o mundo continuam morrendo e se deslocando para salvar suas vidas. Esta Mesa Redonda é a plataforma certa para abordarmos esse assunto”, afirma Suma Abdelsamie, refugiada egípcia trans e ativista que vive em Berlim. “Muitos de nós foram silenciados por anos. Eu vivi minha própria guerra, lutando sozinha e agora temos que fazer algo para melhorar a situação de pessoas refugiadas LGBTIQ+”.

As ações que serão tomadas após o termino da mesa redonda devem ser informadas no próximo dia 30 de junho. Para mais informações basta acompanhar o site oficial da ACNUR clicando aqui.

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Renan é um jornalista de humor ácido (é bem ruim pela manhã) que acredita que informação é uma das armas mais poderosas contra a LGBTfobia.
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