Mulher foi drogada e eletrocutada por 12 anos para voltar a ser hétero

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Proibida por lei no Brasil, as chamadas terapias de conversão ou cura gay estão começando a ser abolidas em diversos países do mundo. Infelizmente, a razão para isso são histórias como a de Joan Bellingham, de 67 anos, que por cerca de 12 anos foi drogada e eletrocutada para deixar de ser lésbica.

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Bellingham é uma das vítimas de um inquérito nacional que investiga abusos de instituições de saúde entre 1955 e 2000 na Nova Zelândia. Segundo relatos, ela acordava com sessões de eletrochoque e, por conta da potência, chegava a ficar desmaiada por longos períodos.

Ela também era obrigada a tomar diversos tipos de remédios, sem que nunca dissessem a razão pela qual ela os tomava. Tudo isso por nunca ter escondido a própria orientação sexual durante a vida.

Ao todo, Bellingham foi internada 24 vezes num espaço de 12 anos no Princess Margaret Hospital. Na primeira internação, ela foi levada ao hospital apenas com as roupas do corpo pelo patrões dela. Os familiares nunca questionavam as ordens médicas que, de acordo com Bellingham, eram como deuses inquestionáveis naquele período.

“Ele me fazia perguntas como, ‘Quantas vezes por semana você faz sexo com seu parceiro?’ e, ‘Como é?’. Eu ficaria com muito medo e não gostaria de ser deixada sozinha em uma sala com ele”, contou Bellingham ao Star News sobre as entrevistas feitas pelos médicos.

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Renan Oliveira
Renan é um jornalista de humor ácido (é bem ruim pela manhã) que acredita que informação é uma das armas mais poderosas contra a LGBTfobia.
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