Federação Mundial de Rugby decide excluir mulheres trans de competições

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Alegando “questões de segurança”, a Federação Mundial de Rugby está recomendando que mulheres trans sejam excluídas do esporte. A decisão foi recebida com revolta por ativistas e precisou ser revista para que fosse considera mais justas.

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De acordo com um comunicado divulgado no site oficial da instituição, pessoas trans foram incluídas no processo de avaliação e a maior preocupação seria nas chamadas categorias de contato em que a velocidade e força são determinantes. A recomendação não é estendida para homens trans e não tem caráter decisivo, já que as federações locais é quem tem bate o martelo sobre o assunto.

“Este foi um processo complexo e emotivo, mas necessário. Decidimos determinar se seria possível manter a inclusão no rúgbi de contato com base nas pesquisas e evidências disponíveis e no contexto único do rúgbi de combinar força, potência, velocidade e resistência em um ambiente físico de colisão”, explicou a Dra. Araba Chintoh que encabeçou as pesquisas.

O principal argumento que sustenta a decisão é de que a supressão de testosterona, que servia como balizador anteriormente, não é o suficiente para “afetar significativamente os músculos massa, força ou poder” de mulheres trans em relação a mulheres cis. Em outras palavras, isso quer dizer que mulheres trans poderiam, sem intenção, machucar mulheres cis durante um jogo.

“O rugby é um esporte acolhedor e inclusivo e, embora tenha sido uma decisão difícil de tomar, foi tomada após ampla consulta e engajamento e pelas razões certas, considerando o risco de lesões. Dito isso, reconhecemos que a ciência continua a evoluir e temos o compromisso de revisar regularmente essas diretrizes, sempre buscando ser inclusivos”, acrescentou Sir Bill Beaumont, presidente da Federação Mundial de Rugby.

Comentários

Renan Oliveira
Renan é um jornalista de humor ácido (é bem ruim pela manhã) que acredita que informação é uma das armas mais poderosas contra a LGBTfobia.
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