Ex-ator pornô Camilo Uribe é vítima de agressão homofóbica

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Camilo Uribe, ator pornô aposentado, usou as redes sociais para mostrar o resultado de uma agressão homofóbica que sofreu em Medellín, na Colômbia. Sem dar muitos detalhes, o ex-ator contou que ele e um amigo foram atacados na frente de outras pessoas.

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“Obrigado a todos pelo apoio, ontem fui atacado no centro de Medellin e sei que muitos vira, mas espero que entendam que não fui só eu nem o só o amigo que me acompanhava, ontem destruíram meu rosto pelo que ele representa, senti isso em cada golpe, que Deus os perdoe”

Ao que tudo indica, a agressão aconteceu no último dia 3, quando Camilo fez uma série de postagens no Instagram (replicando algumas coisas no twitter) dizendo que as agressões não vão mudar quem ele é.

“Não vou me esconder na minha cidade #medellin por (causa de) algum ignorante, doente, se vou morrer por quem sou, não conheço maneira mais digna de partir do que fiel a mim como tenho sido faz 28 anos”, escreveu no Instagram.

Camilo recebeu apoio dos fãs e também da última produtora na qual trabalhou, a Fuckermate. Confira:

“Queremos enviar os melhores votos de rápida recuperação ao nosso ex-modelo Camilo Uribe @camilouribemed que há poucos dias foi vítima de um ataque homofóbico. Condenamos veementemente este ato desprezível e todas as formas de homofobia ou comportamento hostil contra a comunidade LGBTQ”.

Direitos LGBTI na Colômbia

Os Direitos LGBTI na Colômbia são muito semelhantes ao que temos no Brasil, embora alguns deles tenha sido conquistados em períodos diferentes. No Brasil, a LGBTfobia foi equiparada ao racismo em 2020, enquanto, na Colômbia, existe uma lei específica para tipificação de crimes de ódio contra LGBT.

Os dois países permitem adoção e casamento de pessoas do mesmo sexo e são descritos pela Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Interssexo (ILGA) como países com “ampla proteção” para LGBTs.

Comentários

Renan Oliveira
Renan é um jornalista de humor ácido (é bem ruim pela manhã) que acredita que informação é uma das armas mais poderosas contra a LGBTfobia.
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