Escolha de juíza conversadora faz LGBTs adiantarem casamentos

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Fotos: Alecia Hoyt/ Montagem: Dentro Do Meio

Casais do mesmo sexo estão com medo de perder direitos por causa da posse de uma autoridade ultraconversadora e adiantando os planos de casamento. Parece que estamos falando do Brasil e da eleição do presidente Jair Bolsonaro, mas o caso tem acontecido nos Estados Unidos com a escolha de uma juíza para vaga a Suprema Corte.

Indicada por Donald Trump, Amy Coney Barrett vai desequilibrar de vez a balança que toma as maiores decisões no país. Com a posse de Barrett, haverão 6 juízes abertamente conservadores contra 3 considerados progressistas, o que significa dizer que pode haver um grande retrocesso em temas que já passaram pela Suprema Corte, como casamento de pessoas do mesmo sexo.

Tal como no Brasil, foi uma decisão da maior corte dos EUA que permitiu que casais do mesmo sexo pudessem se casar, no entanto, nada impede que essa mesma corte julgue novamente essa questão. Para driblar uma possível decisão negativa, casais LGBT estão correndo para se casar.

De acordo com uma reportagem especial do site them, 16 casais LGBT do Missouri registraram a união nas últimas semanas. Alguns para garantir direitos e outros como protesto. “Eu me preocupo com nossos direitos sendo revertidos se ela entrar. Mas eu não tenho muito poder político. Eu sou apenas uma pastora de comunidade”, defende Tori Jameson, pessoa não-binária que realiza casamentos igualitários nos EUA.

Embora tenha evitado se posicionar sobre o assunto, bem semelhante do novo ministro do STF indicado por Bolsonaro, Bennett é declaradamente religiosa e faz parte de um grupo católico que expulsa pessoas quando descobrem que são LGBT.

Para piorar, os juízes Clarence Thomas e Samuel Alito, que já fazem parte da Suprema Corte e julgaram o caso que legalizou o casamento igualitário, disseram no início deste mês, que a decisão feita em 2015 teve “consequências desastrosas para liberdade religiosas” por conta de uma da “imposição” feita pela justiça.

Como já noticiamos aqui, mesmo que não seja reeleito, o mandato de Trump deixa um legado extremamente negativo para pessoas LGBT.

Comentários

Renan Oliveira
Renan é um jornalista de humor ácido (é bem ruim pela manhã) que acredita que informação é uma das armas mais poderosas contra a LGBTfobia.
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