Apesar de perseguição, Talibãs tem relações homossexuais, diz analista internacional

1128
views
Crédito na imagem

O prazer entre homens no Talibã é algo bastante comum e corriqueiro, ao menos é o que garante escritor e analista internacional da CNN Brasil, Lourival Sant’Anna. Em entrevista ao DW, divulgada na última quinta-feira (27), ele revela que o tempo acompanhando o grupo extremista o ajudou a entender alguns costumes dos integrantes, dentre eles a relação que homens tem com mulheres e entre si.

“As mulheres têm, tradicionalmente, um papel secundário na sociedade Pashtun, que é a etnia predominante entre os talibãs, algo cultural”, explica o analista. “A mulher tem um papel de geração e criação dos filhos. Mas não existe muita intimidade entre marido e mulher, não existe afinidade. Afinidade é entre os homens”.

Sant’Anna explica que parte disso acontece porque meninos e meninas são criados separadamente em internatos. As relações entre homens é incentivada por professores, que em algumas situações chegam a abusar dos menores. “É tradicional, sobretudo nas regiões mais isoladas do sul do Afeganistão”, pontua.

Mesmo com essas relações, os talibãs não se consideram homossexuais. As apontadas pelo analista são que além de não discutirem o assunto, focando apenas no prazer, eles entendem que o “pecado” estaria especialmente em não casar e não reproduzir. Como a maioria deles se casa no início da fase adulta, ele não se enxergam como gays. O próprio Sant’Anna evista usar o termo homossexualidade e fala sobre “prazer entre homens”.

“Não diria que chega a ser um tabu, porque eles flertam com os homens, são explicitamente sedutores. E não são só os talibãs. Os mujahedin, que lutaram contra os soviéticos, também tinham essa prática”, explica. Para ler a entrevista completa do analista basta clicar aqui.

Comentários

Renan é um jornalista de humor ácido (é bem ruim pela manhã) que acredita que informação é uma das armas mais poderosas contra a LGBTfobia.
COMPARTILHAR