Menos burocrática que Onlyfans, brasileira Privacy quer mais criadores LGBTI

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Homens que criam conteúdo para Privacy. @vitaophysique e @Felipedossantos

Você certamente conhece ou já ouviu falar do Onlyfans — site britânico que é sucesso no mundo inteiro e revolucionou a maneira como as pessoas veem conteúdo adulto na internet. Mas se eu te disser que o Brasil ganhou sua própria versão do site? Pois é, no ar desde setembro de 2020, localizada  em São Paulo, a Privacy se tornou uma nova opção para quem quer ganhar uma renda extra com segurança e qualidade, seja com venda de cursos, consultorias ou, até mesmo, aquele pack de nudes.

Criada pelos sócios Fábio Monteiro (CEO), 30 anos, Victor Maranhão (CFO), 25 anos,  e Vanderson Tibau (CTO), 30 anos, a marketplace saiu na frente e se tornou a primeira empresa do ramo no país, possibilitando que os usuários de todos os nichos criem conteúdos exclusivos e lucrem com isso, mas de uma maneira mais fácil e menos complicada como o Onlyfans, seu principal concorrente.

“O nosso objetivo é permitir que as pessoas, cada vez mais, criem conteúdos e ganhem por isso. Tendo uma fonte de renda extra, conseguindo assim ter mais liberdade em geral”, disse o CEO, Fábio Monteiro, em entrevista ao Dentro do Meio. Segundo ele, já são 300 mil usuários e mais de 30 mil criadores de conteúdo utilizando a Privacy.

Para começar a monetizar, é necessário respeitar a política de privacidade da empresa. O usuário precisa ser maior de idade, comprovar identidade por meio de um documento de identificação e, após a verificação, informar os dados bancários para receber todos os ganhos na plataforma.

Assim que tiver acesso ao site, o digital influencer poderá compartilhar vídeos e fotos, que ficarão disponíveis no feed do perfil. O conteúdo é liberado após o usuário efetuar a compra.

Os criadores de conteúdo podem estipular um valor entre R$20 a R$200, para os seus assinantes. A Privacy paga 80% de todos os ganhos de venda de conteúdo ao criador e possibilita um resgate sem burocracia a qualquer momento, transferindo o saldo disponível para a conta-corrente cadastrada na plataforma através de TED. Segundo a empresa, o influencer padrão tira em média R$1.147,00 reais por mês, mas existem contas grandes que conseguem faturar cerca de R$100 mil nesse mesmo período.

Principais diferenças com o Onlyfans

Diferente do site gringo, a Privacy permite que os usuários vendam álbuns e compilados de mídias separadamente sem que seja necessário uma assinatura. Você pode comprar conteúdo avulso ou solicitar conteúdo personalizado pelo chat. No caso de assinaturas, as opções de plano são mensal, trimestral e anual.

Enquanto o Onlyfans cobra em dólar e só aceita cartão de crédito internacional, a plataforma brasileira cobra em Real e permite o uso de cartão de crédito nacional e pagamento com boleto bancário. Além disso, eles oferecem um suporte nacional exclusivo de 18 horas por dia, que vai das 8h até 2h do dia seguinte.

No Onlyfans, a única maneira de um usuário encontrar um perfil na rede social é sabendo qual é o link do criador do conteúdo. O site até possui uma barra de pesquisa, mas o localizador não funciona muito bem. Ao pesquisar um nome, por exemplo, é bem provável que o site te leve para uma página em branco.

Na plataforma brasileira, a ferramenta de busca funciona um pouco melhor, possibilitando aos usuários pesquisar perfis e conteúdos por interesse.

Público LGBT

Sabemos que quando se trata de exibicionismo, o público LGBT brasileiro não perde tempo no Twitter. Vários usuários descobriram o mercado de venda de conteúdo e migraram para o Onlyfans com intuito de ganhar aquela grana extra, porém por conta da barreira linguística e da burocracia da plataforma, nem todos conseguiram criar contas por lá.

A Privacy não revela números, mas compartilha que há um crescimento de pessoas queer no site. “Temos visto crescer bastante [o número de criadores de conteúdo que se definem LGBT se cadastrando no site], porém queremos crescer ainda mais e ser uma voz para todos. Fica aqui o convite para se cadastrarem e fazerem parte. Na Privacy, as pessoas podem ser como elas realmente são, sem censura e ainda ganhar muito com isso”, convida Monteiro.

Quem abraçou esse público, especialmente os gays, foi o digital influencer heterossexual Zefer. Sucesso no Twitter após viralizar com uma foto usando calcinha com a ex-namorada, ele viu o número de seguidores masculinos crescer e decidiu, a partir daí, monetizar os pedidos de nudes.

“Eu já estava cansado de depender dos meus pais, queria o meu próprio dinheiro, minha independência… e comecei a vender packs. Foi uma questão de abraçar a oportunidade, e eu abracei com muito carinho”, disse o ex-atleta profissional. Quando o assunto é quanto ele ganha na plataforma, ele também desconversa. Não fala valores, porém é um dos maiores criadores de conteúdo do site.

“Eu já estava cansado de depender dos meus pais, queria o meu próprio dinheiro, minha independência… e comecei a vender packs. Foi uma questão de abraçar a oportunidade, e eu abracei com muito carinho”, disse o ex-atleta profissional. Quando o assunto é quanto ele ganha na plataforma, ele também desconversa. Não fala valores, porém é um dos maiores criadores de conteúdo do site.

Futuro

Com bastante potencial de crescimento, o plano da empresa é se consolidar no Brasil e conseguir mais criadores de conteúdo para a Privacy. Entre as novidades futuras está o oferecimento de uma equipe psicológica para os influencers.

“Os criadores nem sempre estão bem para criar conteúdo e respeitamos muito isso. Uma frente que estamos iniciando agora é trazer psicólogos para a equipe para poder ajudar os nossos criadores de conteúdo nesses momentos”, afirma o CEO.

Além disso, quem tiver uma conta na Privacy e indicar outras pessoas para se tornarem também criadores, o indicador receberá 5% sobre todo o faturamento de suas indicações durante 6 meses.

Portanto, caso esteja precisando de uma renda extra e queira ajuda da internet, a Privacy está aí como uma opção de você se tornar o seu próprio chefe. Basta acessar www.privacy.com.br e fazer seu registro.

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Felipe de Caldas
Felipe Caldas é jornalista em construção criativo e curioso. Ama tudo relacionado a internet, cultura pop e ao universo LGBT.
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