Ex-ator pornô diz que recebia menos por ser negro

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Mais e mais denúncias ligando a indústria pornô a praticas racistas estão surgindo. Depois de dois atores atacarem e a produtora nacional Irmãos Dotados usarem o movimento #BlackLivesMatter ou #VidasNegrasImportam, foi a vez do ex-ator pornô Race Copper vir a público para dizer que ganhava menos unicamente por ser negro.

“Mesmo nas cenas de fetiche que fiz, eu ganhava bem menos do que qualquer outro ator exclusivo que fosse branco”, disse Copper ao PinkNews. Ele também disse que “fetichização diminui pessoas negras e as descarta quando os outros já estão satisfeitos” e que receber menos deixava claro que pensavam que “negros valiam bem menos”.

A curta carreira de Copper no pornô também foi encerrada por conta, de acordo com ele, de racismo. Ele começou como ator em 2009 na Raging Stallion e mais tarde virou diretor de elenco. Quando o estúdio foi comprado pela Falcon, ele foi demitido. “Era o único negro da equipe e fui o único demitido”.

O racismo ainda é forte na indústria

O ex-ator disse que pouco mudou desde que ele saiu da indústria em relação ao racismo e que não é comum ver que homens negros são reduzido a categoria “negões pauzudos” e nada além disso.

“Quando você fetichiza uma pessoa, está desumanizando ele e reduzindo a uma ‘coisa'”, argumentou. “Fetiches como fisting não têm nada a ver com raça ou cor da pele. Qualquer um pode participar. Mas quando seu fetiche é um “cara negro”, você está retirando o componente humano e nos tratando apenas como objetos com base na cor da nossa pele “.

Copper ainda criticou a grande frequência em que negros interpretam papéis de marginais nos filmes e disse que adoraria que as produtoras reconhecessem que muitas vezes preferem lançar e investir em atores brancos, mesmo que sejam héteros, ao invés dos negros.

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Renan é um jornalista de humor ácido (é bem ruim pela manhã) que acredita que informação é uma das armas mais poderosas contra a LGBTfobia.
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