Crítica: A Flor Azul de Novalis amontoa clichês

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trecho do filme A Flor Azul de Novalis

Estreia na próxima quinta-feira (12), o filme A Flor Azul de Novalis, distribuído pela Vitrine Filmes, que nos convidou para assistir o filme antes da chegar oficialmente aos cinemas. No longa somos apresentados a Marcelo, descrito na sinopse como alguém que revive várias lembranças, passando também por uma possível encarnação passada.

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Pronto, isso é o que posso adiantar sem dar nenhum spoiler. A partir daqui vou comentar algumas das cenas, então, se prefere assistir ao filme sem nenhuma dica do que pode acontecer na trama, melhor voltar para esse texto depois.

Não entre na sala do cinema esperando uma grande transformação, mas isso não significa que a história é ruim. Já na primeira cena, antes de sermos apresentados ao rosto do Marcelo, somos apresentados ao cu dele. Isso mesmo, o filme começa com um close no ânus do ator.

Quais são os clichês de A Flor Azul de Novalis?

O amontoado de clichês que cito no título passam por esse close logo na primeira cena. O protagonista é o típico gay místico aficionado por signos que tem uma certa compulsão por sexo e embora isso não o defina, é um traço bem forte da personalidade dele. Clichê, certo? Não para por aí.

Sem se aprofundar muito no tema, somos avisados de que o protagonista tem HIV, passamos pela conturbada relação dele com o pai e a história de como ele perdeu a virgindade vai fazer você lembrar de Do Começo Ao Fim.

E quando você acha que não cabe mais nenhum clichê, surge uma cena de sexo com direito a ejaculação na cara. Afinal, o que seria de um filme com protagonista gay sem um sexo, né?

Os acertos do filme

Ainda assim, tenho que insistir que A Flor Azul de Novalis não é ruim. O enredo nos deixa claro que vamos passar um tempo com as lembranças do protagonista, então, estamos bem com que nos é dado. Chegamos a nos sentir muito próximos ao Marcelo, como se fossemos amigos dele.

Nisso, Gustavo Vinagre e Rodrigo Carneito, diretores do longa, acertaram muito. Se por vezes nos sentimos numa terapia de grupo junto com Marcelo, identificando algumas situações que já passamos ou vimos de perto, em outros momentos sentimos vontade de dar um safanão para que ele caia na real.

O filme não é tão longo, o que é outro ponto positivo, já que você sente o tempo que ele leva para passar. Mais 20 minutos e talvez começasse a ficar massante demais. Se vale ou não a ida ao cinema, só você pode determinar, mas não espere por algo tão profundo,

Comentários

Renan Oliveira
Renan é um jornalista de humor ácido (é bem ruim pela manhã) que acredita que informação é uma das armas mais poderosas contra a LGBTfobia.
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