SAN escancara desrespeito de empresários gays com comunidade

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A entrevista de André Magal, um dos empresários responsáveis pela San Sebastian Salvador, para o jornal A Tarde me fez lembrar do óbvio para alguns: bolso cheio importa mais que comunidade LGBTI feliz.

Para quem está meio perdido ou não acompanhou a entrevista, Magal deixou bem claro que para ele Comunidade LGBTI é um mercado, uma forma de lucrar e só isso.

Dentre outras coisas, o empresário menosprezou e diminuiu a sigla que nos representa e sofre alterações para se tornar cada mais inclusiva e representativa.

A repercussão foi tão negativa que ele, obviamente, se desculpou. Se justificou dizendo que é “antigo”, mesmo que tenha apenas 40 anos, e disse que entende as dores da comunidade por já ter sentido o preconceito na pele.

O caso lembra muito o de Douglas Drumond, dono da sauna Chilli Peppers, que durante as eleições disse com todas as letras que preferia a homofobia ao ter o PT no poder novamente.

Pouco tempo depois, por conta das críticas nas redes sociais, Douglas apagou a postagem e se desculpou, mas dentre as justificativas para preferir Bolsonaro, ele usou a economia. Pensamento de empresário, sabe?

Esse pensamento nos leva de volta ao que afirmei no primeiro parágrafo: bolso cheio importa mais que comunidade LGBTI feliz.

Para alguns empresários, que lucram MUITO todos os anos com esse “mercado”, não importa que o Brasil seja o país que mais mata os nossos.

Eles não ligam que um homofóbico assumido esteja no poder ou que travestis tenham 35 anos de expectativa de vida desde que possam lotar seus empreendimentos e, consequentemente, os bolsos.

Não é uma postura isolada e a nossa memória é tão curta que em breve isso não vai importar mais. Afinal, a Chilli Peppers continua lotando aos finais de semana e em breve começa o carnaval da San Salvador.

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