Reversão da harmonização facial é mais dolorosa e não é garantida, diz especialista

60
views

Um dos maiores fenômenos no campo estético é, sem dúvidas, a harmonização facial. Adotada por diversos famosos, a prática saltou de 72 mil para 256 mil por ano entre os anos de 2014 e 2019, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Embora tenha registrado queda nas buscas na internet nos últimos meses, a insatisfação com o próprio corpo impulsionada pela pressão estética faz com que muitas pessoas se arrisquem no procedimento sem muita pesquisa. O que pode causar arrependimentos e busca por uma reversão.

“Quando o procedimento é feito com ácido hialurônico a gente consegue usar um produto para degradar o procedimento, mas os demais a gente não consegue e tem que partir para cirurgia”, argumenta Dra. Luciana Toral. “Não tão simples e nem absoluta certeza que vai degradar. Tem que fazer muito mais sessões do que para aplicar a harmonização e é muito mais dolorido”.

Vale lembrar que o cantor Lucas Lucco levou cerca de 1 anos para conseguir reverter 100% do procedimento depois de declarar que não tinha curtido o resultado. Por sorte, Lucco não fez o procedimento com pmma ou com o “fio de ouro”.

“Antigamente usavam o chamado ‘fio de ouro’. Era um fio inabsorvível que você colocava e ficava para sempre, mas hoje estamos preconizando os que são absorvíveis por ter menos complicações. Percebemos que mesmo cirurgias feitas há 20 anos, com o fio de ouro, estavam dando problemas nos dias atuais. Por isso, a maior parte dos bons profissionais mudaram o procedimento. O ácido hialurônico e o fio de pdo, por exemplo, são absorvíveis”, explicou Toral sobre a evolução da harmonização.

Ela também acrescentou que o tempo de duração do procedimento pode variar de acordo com cada organismo mas, apesar de não existir nada cientificamente comprovado que possa fazer a harmonização fácil durar mais, há algumas coisas que podem acelerar a necessidade um retoque muito mais rápido do que o esperado.

“A ida academia pode fazer com que a duração seja menor, principalmente para quem se dedica a musculação. Mas não é só: tabagismo também prejudica, pessoas muito expressivas também sofrem com a aceleração e quem tem algumas doenças reumatológicas, que a gente nem recomenda a harmonização. Além disso, a qualidade de vida também conta. Alimentação, hidratação, entre outras coisas”, pontua.

A entrevista completa com a Dra. Luciana Toral será publicada no canal do Dentro Do Meio no YouTube. Atualizaremos essa matéria quando publicarmos.

Comentários