Quatro artistas LGBTI para quem gosta de sertanejo

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A atitude transfobica de Marília Mendonça deixou muita gente que gosta de sertanejo chateada. Além de lidar com a decepção, também veio a toda a discussão “LGBTI pode gostar de sertanejo?”.

O gênero é um tremendo sucesso no país, mas também é, reconhecidamente, o maior reduto de pessoas conservadoras e tradicionais com raríssimas exceções.

Esperava-se que com um maior número de mulheres no sertanejo a música mudasse um pouco a identidade, mas mesmo entre as meninas, o discurso machista e conservador parecia ecoar.

Para mostrar que nós estamos em todos os lugares, o Dentro do Meio trouxe 4 artistas que LGBTI e cantam sertanejo:

1 – Gabeu

Talvez o nome mais conhecido quando o assunto é música sertaneja para LGBT, Gabeu lançou a primeira música em 2019. Com letras bem humoradas e uma sonoridade mais próxima ao sertanejo clássico, o cantor já tem mais 30 mil seguidores no Instagram e é referência no tema.

2 – Gali Galó

Gali Galó é outro nome do estilo. Com dois singles lançados no Spotify, sendo um deles batizado de Caminhoneira, a cantora tem uma sonoridade um pouco mais moderna misturando as raízes caipiras com batidas de sintetizador.

3 – Alice Marcone

Alice Marcone cresceu cercada pelo ritmo sertanejo no interior de São Paulo. Apaixonada pelo estilo e percebendo a falta de representatividade na música, decidiu ser exemplo e se tornou uma das primeiras mulheres trans, se não a primeira, a cantar sertanejo.

4 – Reddy Allor

E como não poderia deixar de ser, a invasão das drags no mundo da música também chegou no sertanejo. Antes mesmo de entender que era gay e se montar, Reddy já tinha uma dupla com o irmão. Ao crescer e entender quem era, continuo íntima do gênero e em fevereiro lançou o single Tira o Olho.

Comentários

Renan Oliveira
Renan é um jornalista de humor ácido (é bem ruim pela manhã) que acredita que informação é uma das armas mais poderosas contra a LGBTfobia.
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