Empresas LGBT sofrem com queda no consumo

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Não há dúvidas, o isolamento social é a melhor solução para conter a pandemia do novo coronavírus, que está matando várias pessoas ao redor do mundo. Em pouco tempo a quarentena mudou os hábitos da população e, consequentemente, teve impacto direto na economia, fazendo com que empresas menores sofressem com a queda de consumo.

O Dentro do Meio conversou e está acompanhando as publicações de algumas delas para entender quais mudanças e quais estratégias estão sendo adotadas para driblar uma crise mais séria e, principalmente, um fechamento definitivo. Veja:

Castro Burger (SP)

Te contamos na última quinta-feira (26), que o Castro Burguer fez promoções especiais para quarentena. Os combos foram criados para que eles possam continuar funcionando, já que não estão abrindo o salão devido a pandemia desde o último domingo (22).

Antes de deixar de receber os clientes, o restaurante já tinha limitado bastante o espaço. No último dia 19, um comunicado no Instagram dizia que o Castro estava operando “com 30% a menos de mesas e aumento para no mínimo 2m o espaçamento entre elas”.

É importante ressaltar que toda equipe do Castro Burguer é formado por pessoas LGBT, o que inclui algumas mulheres trans. Sabemos que nossa sociedade ainda é conservadora e retrograda demais e, por isso, é tão importante apoiar empresas que empregam transexuais.

Logay (e-commerce)

Outra que está sentindo o impacto econômico da pandemia é a Logay. A loja, que entrega em todo Brasil, já consegue mensurar a diminuição do consumo e teve que fechar o único ponto físico recém-inaugurado em São Paulo.

“Fechamos o ponto físico no dia 19/03 e, por enquanto, ele vai continuar fechado até o dia 30/04. A crise está nos afetando bastante. Já notamos uma redução de 60% nas vendas”, contou Henrique Chirichella, CEO da marca.

Nesta sexta-feira (27), a Logay usou o Instagram para explicar a situação deles e de outras empresas LGBT. “Nesta crise, nossa existência depende de vocês”. Veja:

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Os empreendedores LGBTI+ se adaptaram às normas da quarentena e ainda estão oferecendo produtos e serviços, bee! Nesta crise, nossa existência depende de vocês! É imprescindível respeitarmos a quarentena e o isolamento social para salvar vidas e superarmos este momento! Nós continuaremos a desenvolver produtos e serviços dedicado à vocês e à nossa comunidade! Apoie e ajudem os empreendedores e microempresas LGBTI+ 😍🏳️‍🌈 @mariajoaocamisaria @castro.burger @s.santinno @transludica @logaybr . . . . #logay #homofobia #transfobia #lgbtfobia #lojalgbt #homofobianao #lgbt #pride #orgulhogay #casamentogay #gayguy #gaybrasil #lesbica #elenao #lovewins #pabllovittar #paradasp #bifobia #gaypride #orgulhogay #paradagay #lgbtbrasil #paradalgbt

Uma publicação compartilhada por Logay (@logaybr) em

Ricok Couture (e-commerce)

No mercado do fetiche, conversamos com a Ricok Couture. A situação não está muito diferente no quesito economia. As vendas foram diretamente impactas e Rick de Kastro dispensou, temporariamente, os funcionários do ateliê em São Paulo.

+ Harness: do fetiche para moda

“Houve um impacto gigantesco. Acredito que me abateu em 90% e eu tive que dispensar meus funcionários nesse período de quarentena. Ainda estou pensando nas medidas para manter todo mundo porque eu não quero que a coisa se agrave e o que eu puder fazer para manter as pessoas nos seus empregos, eu vou fazer”, disse.

Rick acredita que a queda foi tão grande por conta do decreto que fechou as baladas, afinal, os harness tem sido muito mais usados nas baladas e com o fechamento as pessoas estão sem ter onde exibir as peças. Ainda assim o site continua funcionando e as peças sendo enviadas para todo Brasil.

Workroom (RS)

Foi no dia 17 de março que o Workroom, um dos poucos espaços LGBT de Porto Alegre, usou as redes para comunicar que fecharia por conta do COVID-19. No mesmo post, eles já demonstravam a preocupação em não reabrir.

+ Saiba mais sobre o drag bar inspirado em RuPaul

Com o passar do tempo, a preocupação aumentou e para tentar sobreviver, o bar está apostando no Vale Shanty, que, se tudo correr como esperado, servirá para arcar com as despesas do espaço, manter o salário dos funcionários e o cachê das drags que se apresentam por lá.

“Por enquanto, a gente não está trabalhando com delivery. Pode ser que em breve, com os devidos cuidados, a gente mude de ideia, e nesse caso avisaremos nas redes, mas no momento, nossa decisão é permanecer fechados. Lançamos o projeto Vale Shanty, que nada mais é do que compras antecipadas”, explicou Rodrigo Borges.

Os valores do vale servem para pagar a entrada e os drinks na noite de reinauguração, é importante ficar atento as redes sociais do bar ou neste link para saber a data prevista para reabertura.

Apoie negócios LGBT

Não tem sido fácil se manter em isolamento social, embora todos saibamos a importância dele nesse momento, mas tem sido ainda mais difícil esses negócios se manterem aberto, mais do que já costuma ser.

Nessa matéria, selecionei algumas, mas há algumas dezenas que precisam do seu apoio nesse período de quarentena para se manter aberto. Sempre que possível, dê preferência para empresas LGBT, seja para comer ou se vestir. Negócios maiores vão continuar a existir sem o seu Pink Money.

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