Com quarentena, apoio das marcas foi mais tímido

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Com o passar dos anos, mesmo que apenas no mês de junho, cada vez mais marcas estão demonstrando seu apoio para a comunidade LGBT. Em muitos casos, o apoio se resume a colocar as cores do arco-íris na logo e essa ação tem se tornado cada vez mais frequente… ao menos até entramos em quarentena.

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No ano que o isolamento social tem ditado as regras e com as comemorações da Parada LGBT limitadas a quatro paredes, o apoio das marcas, geralmente vinculados com ao evento na Av. Paulista foi um pouco mais tímidas.

Embora Bradesco, Avon, Mercado Livre, Tim, Burger King e outras que patrocinam a parada tenha feito alguma ações pontuais, nem de perto tivemos a avalanche de arco-íris que fomos acostumados a ver desfilando nas redes com o passar dos anos.

Apoio só vem com lucro?

Nenhum de nós é inocente. Há essa altura, já ficou claro que muitos posicionamentos só acontecem se servirem como um impulsionamento de vendas. Geralmente, uma parte das vendas de algum produto vai para alguma ONG LGBT, mas só uma parte e só as vendas de alguns dias.

Ações como a da Doritos ou da Ambev não chegam a pedir que as pessoas comprem algo, mas ligam a doação a uma divulgação gratuita da marca. Um real a cada tuíte.

Não é necessariamente uma crítica negativa. Melhor que tenhamos ações assim do que não tenhamos nada. É gratificante ver uma marca como a Amstel dando espaço para Pepita, Pabllo e Bianca Della Fancy, mas é importante não esquecer que nada para os nossos vem de graça.

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