J.K Rowling, direitos autorais e o feitiço transfóbico

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Uma das mais gigantescas franquias do universo geek/nerd celebrou o nascimento de mais um game. Com pouquíssimo sucesso em jogos, a franquia Harry Potter, de feiticeiros adolescentes, deseja emplacar, por fim, um sucesso em sua linha de jogos. Mas o que chama atenção não é o jogo em si, mas sim certas atitudes de sua criadora, a famosa escritora e abertamente TRANSFÓBICA, Sra. J.K. Rowling.

Uma rápida análise mostra o que deve estar acontecendo nos bastidores: grandes investidores do mundo dos jogos devem estar ardendo em chamas com as últimas polêmicas que a senhora J.K. tem se envolvido. A “dita cuja” (leia-se um palavrão visceral contido), declara e conclama, todo santo dia em suas redes sociais, ataques a pessoas trans, simples assim, de modo totalmente gratuito, descabido e insensível.

A falta de representatividade universo mágico desta senhora, que machuca, fere e ainda cutuca a ferida com brasa ardente, como quem quer ver o seu pior inimigo tendo a mais lancinante das dores, não parece mais uma mera coincidência. E assim nasce o novo game de Harry Potter, com declarações de que “Sra. J.K. não possui direitos autorais aqui” ou ainda “ela não teve papel na história”.

Seriam esses os fatos ou só uma tentativa barata de tentar desvincular o novo jogo das palavras (mágicas? Não!) TRANSFÓBICAS que essa pessoa está proferindo diariamente?

Em que pese a estapafúrdia desculpa dos desenvolvedores do jogo, em todo lugar do mundo, as regras sobre Direitos Autorais são bem diferentes e no Brasil, encontramos uma das mais amenas. Uma obra, para cair em Domínio Público (quando todo mundo pode usar sem pagar Direitos Autorais), aqui no Brasil, leva 70 anos. Nos EUA, por exemplo, são 90 anos.

Assim, a desdenhosa senhora possui sim os direitos sobre tal jogo. Vai lucrar sim com a venda do título dentro desse console e vai continuar, também, xingando mulheres trans a torto direito todos os dias em suas redes sociais, com suas entranhas embebidas em dinheiro nerd/geek.

O que há de bom nisso é que a franquia, mesmo tendo saído de uma cabeça doente, se tornou maior, ganhou o mundo e para muitos, sequer possui relação com sua autora. Juridicamente essa relação é natural e quase eterna, mas para algumas pessoas funciona, de verdade, a santa frase: Quem é J.K. no beco diagonal?

Fica o alerta, mais uma vez, para você prestar atenção no que você consome, o que você lê, dá visibilidade e crédito. Prefira pessoas corretas, representativas, que busque olhar para além do seu privilégio, que de fato são inclusivas e por favor, já chega de dar dinheiro para essa branca, cis, ruiva, transfóbica.

Comentários

Willian Augusto
Willian é Advogado, acredita que para a informação jurídica chegar à toda sociedade (toda mesmo), ela deve ser fácil de entender e sem palavras difíceis e cafonas
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