“RuPaul e o Drag Race não se importam com vidas negras”, diz ex-participante

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Se você gosta de acompanhar participantes e ex-participantes do Drag Race, deve saber que James Ross, que antes era conhecida no fandom como Tyra Sanchez, rompeu laços com o programa, mas isso não o impediu de fazer duras críticas a RuPaul, ao reality e a toda produção.

+ 4 vezes que RuPaul foi transfóbica

Ao pedir para ser deixada em paz e não mais associada ao programa, Ross disse que “RuPaul, RuPaul’s Drag Race and World of Wonder ficaram anos em silêncio sobre a importância de vida negras. Nem por um segundo pense que eles se importam com vocês. Isso é apenas a última modinha que eles estão seguindo. Eles são racistas”.

Drag race e o histórico racista

Apesar de ser comandado por uma drag queen, RuPaul’s Drag Race tem um longo histórico de problemas com racismo. Em grande parte das temporadas, um participante negra é alvo de ameaças e ofensas racistas. Também não é raro que a vilã da temporada seja negra.

Apenas para citar casos mais recentes, Asia O’hora (Temporada 10) disse ter recebido ameaças que diziam que ela seria queimada vivia unicamente por ser negra. Enquanto isso, Silky Nutmeg Ganache (Temporada 11), disse ao GayTimes que ela, familiares e amigos foram ameaçados de morte.

Abaixo, um vídeo legendado e compartilhado pelo @bitsdrag mostra como queens negras são tratadas pela fãbase do reality quando elas saem em turnê junto com as queens brancas.

Nota do editor: Eu abandonei Drag Race por diversos motivos, mas convido vocês a revisitarem as vencedoras e notarem como Tyra, Bob e Monet, todas negras, estão entre as vitórias mais questionadas de toda história do programa. Coincidência?

Comentários

Renan Oliveira
Renan é um jornalista de humor ácido (é bem ruim pela manhã) que acredita que informação é uma das armas mais poderosas contra a LGBTfobia.
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