Publicidade reforça “padrão de beleza” e ignora LGBTI, diz estudo

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Embora nas bolhas alguns tenham a sensação de que a representatividade está crescendo, estudos divulgados pela TODXS, pela ONU Mulheres e pela Heads Propaganda comprovam que os passos dados ainda são muito tímidos e a publicidade continua reforçando estereótipos da beleza e ignorando LGBTI.

+ Dossiê fala sobre diferença entre pautas de LGBTI brancos e negros

Dados coletados durante este ano mostram que a representação de pessoas LGBTI em publicidade é de apenas 1,3%. Os números ficam ainda mais alarmantes no sentido mais amplo da palavra diversidade: enquanto pessoas com deficiência sequer chegaram a 1%, o percentual de mulheres negras em situação de protagonismos não passa de 25%, de homens negros caiu para 7% e em 60% das peças analisadas os protagonistas são brancos.

O perfil predileto das campanhas na TV e no Facebook é de mulheres brancas, jovens, magras, com curvas, cabelos lisos e castanho. Os homens, que aparecem em seguida, geralmente são brancos, fortes, com músculos torneados, cabelos lisos e castanhos.

Método de analise

As pesquisas, batizadas de ondas, são feitas duas vezes ao ano desde 2015 e já avaliaram 22.253 inserções de comerciais de televisão e 5.769 posts no Facebook.

Normalmente, o estudo coleta comerciais de TV durante sete dias corridos nos canais de televisão aberta e fechada de maior audiência. A partir daí, há uma análise das marcas anunciantes também no Facebook. A 9ª onda, que norteia esta matéria, se refere aos comerciais e postagens divulgados dirante o período de 15 a 21 de fevereiro deste ano.

Comentários

Renan Oliveira
Renan é um jornalista de humor ácido (é bem ruim pela manhã) que acredita que informação é uma das armas mais poderosas contra a LGBTfobia.
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