No Limite levanta debate sobre transfobia no mercado de trabalho

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É provável que pessoas fora da comunidade não esperassem ver esse tipo de debate em No Limite, mas para quem é LGBTI era só uma questão de tempo até que a transição de gênero de Ariadna fosse abordada. No episódio que foi ao ar na última terça (18), a participante explicou que teve prostituir por falta de oportunidade e foi questionada por Íris sobre ter outras opções.

“Quando me olhavam com nome de homem e cara de mulher… você não pode falar uma coisa que você não tá dentro da realidade”, explicou Ariadna. “Eu tive que passar roupa para os outros, eu fui babá”, rebateu Íris. A conversar não perdeu o tom amigável, mas revelou desconforto de outros participantes com o tema. Veja o momento que o assunto surgiu:

Estima-se que 90% das mulheres trans brasileiras recorrem à prostituição

O Dentro Do Meio já trouxe algumas matérias especiais sobre discriminação no mercado de trabalho, em uma delas ficou claro que boa parte dos LGBTI já entendeu que o discurso de diversidade ainda não chegou efetivamente nas empresas e por isso faltam vagas e preparo para trabalhar com diferentes orientações sexuais e identidades de gênero.

De acordo com a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA), 90% das mulheres trans e travestis ainda precisa recorrer à prostituição para prover seu próprio sustento. Estima-se que 13 anos seja a idade que pessoas com essa identidade de gênero sejam expulsas de casa e precisam encontrar um meio de trabalhar, essa é a falta de opção citada por Ariadna na discussão.

Ainda segundo a ANTRA, que realizou uma pesquisa com 2.535 pessoas, mesmo com que haja contratação, 88% dos contratantes não tem meios para manter pessoas trans no emprego.

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Renan é um jornalista de humor ácido (é bem ruim pela manhã) que acredita que informação é uma das armas mais poderosas contra a LGBTfobia.
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