Globo exibe primeiro beijo de homem trans em novela

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Ainda que a passos curtos e com alguns equívocos, a Globo parece estar disposta deixar para trás o passado no qual censurava histórias LGBTI. Na noite da última quarta-feira (14), foi ao ar o primeiro beijo entre um homem trans e uma mulher cisgênero na novela Salve-se Quem Puder.

Atendendo uma demanda da população trans, a trama não explorou a transição do personagem Catatau (Bernardo De Assis). Ele já apareceu sabendo quem era e como homem trans, no entanto a história girou em torno da discriminação e de maneira rasa; O beijo em Renatinha (Juliana Alves), inclusive, aconteceu depois de ela ter rejeitado Catatau por ser trans, mas voltado atrás após levar um pé na bunda de outro interesse amoroso.

Trama rasa de lado, o beijo foi histórico e veio acompanhado de uma cena na qual Renatinha, que outrora reproduzia falas transfóbicas, defendesse o namorado de figurantes que diziam que Catatau “fingia ser macho”. Assista:

Artista comemoram cena histórica

Profissionais de atuação envolvidos na novela celebraram o beijo dos personagens, tida como histórica para televisão e para comunidade LGBT. “Sinto um grande orgulho e responsabilidade por participar deste momento, ainda mais quando acontece na minha estreia na TV. Não poderia ter sido mais especial. É uma grande conquista”, pontuou Assis em entrevista dias antes da cena ir ao ar.

A interprete de Renatinha também comemorou a gravação da cena através das redes sociais. “Reta final”, disse ela ao compartilhar uma foto ao lado de Bernardo.

Duas das protagonistas também falaram da cena. Juliana Paiva (Luna) se confundiu ao comemorar o “primeiro beijo trans”, ignorando que uma das personagem é cisgênero e também o beijo de Abel e Britney em A Dona Do Pedaço. Já Vitória Strada, celebrada na comunidade por seu relacionamento com outra mulher e que vive Kyra, classificou a cena como necessária. Veja:

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Renan é um jornalista de humor ácido (é bem ruim pela manhã) que acredita que informação é uma das armas mais poderosas contra a LGBTfobia.
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