Prefeitura de Recife se pronuncia sobre onda de violência contra trans

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Ao menos seis pessoas trans foram vítima de violência nos últimos 21 dias em Recife, sendo que 3 delas foram assassinadas. Dentre os casos está o de Roberta da Silva, que teve 40% do corpo queimado, o braço amputado e segue intubada na UTI do Hospital da Restauração. Para saber quais ações estão sendo tomadas para coibir mais casos de violência, o Dentro Do Meio procurou a Secretaria de Segurança Cidadã e a Secretria de Direitos Humanos da cidade.

Descrita como responsável por “estabelecer políticas integradas de combate à criminalidade através da prevenção”, a Secretaria de Segurança Cidadã se limitou a responder que seria a Secretaria de Direitos Humanos a responsável por responder sobre o assunto.

Já Elizabete Godinho, Secretária Executiva de Direitos Humanos, nos respondeu dizendo que as vítimas sobreviventes e as famílias das que foram mortas estão sendo acompanhadas “através do Centro Municipal de Referencia em Cidadania LGBT, assim como estamos acompanhando os desdobramentos da investigação para a responsabilização dos autores”.

Além disso, Godinho fez questão de evidenciar que desde 2005 a cidade de Recife tem ações completamente dedicadas a população LGBTI. “Em 2014, foi implantado o Centro Municipal de Referencia em Cidadania LGBT, serviço que realiza atendimento social, jurídico e psicológico e que desde sua inauguração já realizou mais de 12 mil atendimentos e possui cerca de 2,3 mil usuários cadastrados”, diz parte da nota encaminhada, que também destaca Política de Atenção à Saúde da População LGBT do Recife e ambulatórios totalmente dedicados para pessoas LGBT.

Especificamente sobre os casos recentes de violência, a nota enviada com exclusividade para o Dentro Do Meio concluí: “Na presente data, para prevenir fatos como os ocorridos no Recife que vitimaram pessoas trans, amplamente noticiados e que muito nos indigna, foram anunciadas novas estratégias de prevenção e de atendimentos constituindo-se em ação descentralizada e itinerante de atendimento/referenciamento da população LGBTI+ nas políticas públicas e a criação da Casa de Acolhida LGBTI+, tudo no sentido de fortalecer as políticas públicas para este segmento”.

Pelas redes sociais, o prefeito João Campos (PSB) também citou a autorização para medidas a favor da comunidade, mas sem mencionar a onda de violência que vem vitimando mulheres trans e travestis. Confira:

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Renan é um jornalista de humor ácido (é bem ruim pela manhã) que acredita que informação é uma das armas mais poderosas contra a LGBTfobia.
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