Polícia nega medida protetiva a gay ameaçado de morte em SC

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“Gasto o valor que for necessário, mas acabo com a vida de vocês”. Essa é uma das dezenas de mensagens ameaçadoras que Jefferson Conceição de 26 anos tem recebido de um ex. Mesmo com essas evidências de que ele a mãe correm perigo, as delegacias de Florianópolis tem negado uma medida para protegê-lo com a justificativa que “apenas mulheres” poderiam conseguir uma ordem de restrição.

Jefferson usou as redes sociais na última terça (15) para compartilhar algumas das mensagens que está recebendo de Claudinei dos Santos, com que ele teve um curto relacionamento durante o ano passado. “Tivemos um relacionamento que era cheio de mentiras e eu fui acusado de trair ele. Na época não sabia que ele já usava minhas fotos em aplicativos, depois disso as brigas começaram e o relacionamento terminou”, contou com exclusividade ao Dentro Do Meio.

Inconformado com o término, Claudinei teria passado a perseguir Jefferson. Questionado se tentou fazer denúncias, o jovem revelou que fez várias e relembrou da vez que o ex teria pagado alguém para roubar o celular dele. “Não acreditaram em mim”, pontou.

Além da perseguição, Jefferson diz que depois do término os dados dele já foram usados pelo ex para fazer compras. E em outra situação, Claudinei teria revelado a sorologia de Jefferson para ex-sogra. “Ele chegou a contar pra minha mãe que sofre depressão que eu vivo com hiv, coisa que ela não sabia e era escolha minha. Tudo pra prejudicar ela e a mim”.

“E tenho medo de sair na rua, não consigo trabalhar e dormir direito, a polícia não faz nada, ninguém acredita em mim, vão esperar eu ser morto também?”, postou Jefferson em um desabafo com alguns prints no twitter. Confira:

Falta de apoio jurídico complica situação de Jefferson

Se você acompanha o Dentro Do Meio deve se lembrar que a Lei Maria da Penha, criada para proteger mulheres de violência domestica, também pode ser aplicada para casais do mesmo gênero ou outros tipos de relações, mas por não ter um apoio jurídico, Jefferson não tem como agir.

“Não tenho advogado ainda, quem quiser ajudar tô aceitando tudo, tô juntando todas as provas que posso”, publicou Jeffeson que também escreveu que a situação tem perdido o ânimo de viver. Se você é ou conhece algum advogado na região de Florianópolis, mostre o caso de Jefferson para que, quem sabe, ele consiga apoio.

Comentários

Renan é um jornalista de humor ácido (é bem ruim pela manhã) que acredita que informação é uma das armas mais poderosas contra a LGBTfobia.
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