Parada SP rebate criador da Casa 1 sobre verba do evento

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A diretoria da Associação da Parada do Orgulho GLBT, responsável pela Parada SP, entrou em contato com o Dentro Do Meio para rebater os questionamentos feitos por Iran Giusti, criador da Casa 1, sobre o dinheiro que a ONG recebe de patrocinadores e associados.

Em entrevista ao GAYBLOGBR, Giusti disse que sabia que os contratos não eram milionários, mas “algum dinheiro tem e a pergunta é para onde ele vai?”. Iran também disse que a estrutura do evento e a sede da ONG eram cedidas pela prefeitura de São Paulo.

A nota, assinada pela diretoria e encaminhada para o Dentro Do Meio, diz que sempre no mês do orgulho algumas pessoas “querem seus 15 minutos de fama” e que as informações dadas por Iran são “fake news”. No entanto, confirmam, em partes, as afirmações feitas por ele.

Apesar de esclarecer que não recebe dinheiro da Prefeitura de São Paulo, que pagam aluguel pela sede e que também precisam arcar com boa parte da infra estrutura, a nota confirma que o município “por força do TAC (Termo de Ajuste de Conduta) apoia institucionalmente a ONG com serviços e parte da infraestrutura apenas para o evento Parada do Orgulho LGBT de São Paulo”.

A diretoria da APOGLBT ainda enfatizou que, por determinação da TAC, o dinheiro que vem da Prefeitura, R$ 1.600.000,00 em 2019, é gasto com “fechamento de Rua CET, Segurança Pública, Polícia Militar, Policia Civil e Guardas Civis Metropolitana, Serviços de Saúde e infra estrutura da Própria Prefeitura, a exemplo trios elétricos usados pela própria Prefeitura”.

Outros esclarecimentos feitos pela organização da Parada de São Paulo foram sobre os carros: “Os trios elétricos usados na Parada LGBT de São Paulo são contratados pela Associação da Parada e pagos pela mesma”; e sobre os voluntários que, de acordo com a nota, estão concentrados na diretoria e em “ações de ativismo de Direitos Humanos”.

“A parte técnica e de produção, por questões legais de responsabilidade jurídica, pede que sejam contratados profissionais devidamente credenciados para que os órgãos públicos possam dar as devidas autorizações”, diz a nota.

Por fim, a ONG diz que possui cerca de 50 associados que contribuem com R$ 100,00 por ano, totalizando R$5.000,00 que “não paga (sic) nem as despesas e obrigações mensais” e que a verba dos patrocínio é espalhada em despesas básicas, a Parada SP, além de ” eventos realizados durante a semana da Parada, a exemplo, Feira Da Diversidade e Prêmio Cidadania em Respeito à Diversidade”.

“Importante falar que toda a prestação de contas é feita anualmente as (sic) pessoas associadas, conforme determina o Estatuto da Instituição, e toda parte contábil é auditada por escritório de contabilidade e registrada em cartório, assim como a parte jurídica também por escritório de advocacia”, pontuam.

Comentários

Renan Oliveira
Renan é um jornalista de humor ácido (é bem ruim pela manhã) que acredita que informação é uma das armas mais poderosas contra a LGBTfobia.
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