Número de LGB mortos diminui em 2020; assassinato de trans cresce

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(RENAN OLIVEIRA/Dentro do Meio)

O Grupo Gay Bahia (GGB), que desde 1980 publica relatórios sobre assassinatos e mortes de pessoas LGBTI, divulgou na última sexta-feira (14), os números referentes ao ano de 2020. Pelo terceiro ano seguido o número total caiu, especialmente entre Lésbicas, Gays e Bissexuais, mas teve aumento entre mulheres trans e travestis.

Ao todo, de acordo com GGB, foram 224 homicídios e 13 suicídios motivados por LGBTfobia. O relatório também aponta que pela primeira vez desde que começou a ser feito, as mortes violentas de mulheres trans ultrapassou a de homens gays. Em 2020 elas representaram 70 e 22% respectivamente.

Em comparação direta com o ano de 2019, o relatório mais recente teve uma diminuição de 28% no número de mortes violentas. Luiz Mott, fundador do Grupo Gay da Bahia, atribui a queda a maior cautela adotada pela comunidade desde a eleição de Jair Bolsonaro (sem partido). Segundo ele, o mesmo aconteceu “quando da epidemia da AIDS e a adoção de sexo seguro por parte dessa mesma população”. O relatório também cita a pandemia de coronavírus e o isolamento social como fator para diminuíção.

Embora a queda seja motivo para celebrar, os dados mostram que um LGBTI perde a vida a cada 36 horas no Brasil. Para mais informações, como o comparativo de mortes violentas e suicídios durantes as décadas e diferentes governos basta clicar aqui.

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Renan é um jornalista de humor ácido (é bem ruim pela manhã) que acredita que informação é uma das armas mais poderosas contra a LGBTfobia.
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