Novo prefeito, Ricardo Nunes põe pauta LGBTI em risco

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Morreu na manhã deste domingo (16), em decorrência de câncer, o prefeito Bruno Covas. Ele já tinha se afastado do cargo para tratar a doença deixando o conservador religioso Ricardo Nunes a frente da cidade. Com o falecimento de Covas, Nunes assume definitivamente.

Ainda durante a corrida eleitoral muitas pessoas temiam pela escolha de Ricardo Nunes (MDB) como vice-prefeito. Além de um boletim de ocorrência que denunciava uma agressão dele a ex, Nunes é declaradamente contra avanços LGBTI.

Em 2015, quando ainda era vereador, o novo prefeito de São Paulo foi um dos porta-voz da articulação para retirar trechos que falava sobre diversidade e gênero do Plano Municipal de Educação (PME).

Na época, segundo o G1, Nunes teria dito que “não é correto criança discutir sexualidade, se quer ser menino ou quer ser menina”. Mais tarde, em entrevista argumentou “que tem pessoas usando a questão de gênero para fazer aquilo que a sociedade brasileira não aceita, que é tirar o direito da família de educar”.

Em 2016 ele seu mais investidas na luta contra o que ele chama de “ideologia de gênero. Em junho daquele ano, Nunes promoveu homenagens ao professor Felipe Nery e ao padre José Eduardo de Oliveira e Silva na Câmara Municipal.

O evento, que foi alvo de protestos e acabou em tumulto, foi organizado para celebrar o “excelente trabalho que desenvolveram junto ao Plano Nacional e Municipal da Educação, valorizando a família contra a ideologia de gênero”.

Alguns meses depois, em outro, Ricardo Nunes tentou impedir um evento que debateria gênero na Escola Amorim Lima. A escritora Clara Averbuck contou detalhes sobre o caso no twitter.

Vale lembrar que durante as eleições, o plano de governo da chapa de Covas não incluía LGBTI, o que muitos atribuíram ao vice e que apesar de suspensa por dois anos graças ao coronavírus, São Paulo detém uma das maiores Parada LGBTI do mundo.

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Renan é um jornalista de humor ácido (é bem ruim pela manhã) que acredita que informação é uma das armas mais poderosas contra a LGBTfobia.
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