Ministério Público arquiva caso de “cura gay”

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Embora seja proibida no Brasil pelo Conselho Federal de Psicologia desde 1999, de tempos em tempos aparece algum engraçadinho querendo emplacar a “cura gay” em território nacional e gerando disputas judiciais. Uma delas terminou favorável a “liberdade de expressão” na última quinta-feira (16) com o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) decidindo arquivar um processo contra professor e biomédico que promove “terapia de reorientação sexual”.

“Proibir a reflexão, a discussão e a publicação de assuntos e matérias nas quais está ausente o animus criminoso constituiria um enorme retrocesso à ciência em geral, caracterizando, inclusive, vulneração à liberdade de expressão”, diz a justificativa de arquivamento.

A decisão é assinada por Marya Olímpia Ribeiro Pacheco, da 10ª Promotoria de Justiça Criminal, e levanta suspeitas se de fato foi tomada com base em interpretação legal ou foi influenciada pela visão política da promotora. De acordo com o site Metrópoles, Pacheco tem várias postagens de apoio ao presidente Bolsonaro nas redes sociais dela.

Há, inclusive, uma publicação na qual ela compartilhou uma postagem de Olavo de Carvalho questionando o “homossexualismo”. Vale destacar, que o sufixo “ismo” está intimamente ligado a doença e em maio de 1990, a orientação sexual deixou de ser considerada um distúrbio mental.

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