Ministério da Saúde acrescenta pessoas com HIV em prioridade para vacina

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Close-up medical syringe with a vaccine.

Depois de várias movimentações do governo federal contra pessoas que vivem com HIV, o Ministério da Saúde finalmente apresentou uma ação positiva. Agora, pessoas com idade entre 18 e 59 anos que portam o vírus foram incluídas no grupo prioritário para receber a vacina que imuniza contra a COVID-19.

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A decisão foi adiantada pelo jornal O Globo e confirmada por nota pelo Ministério da Saúde na última segunda (29). Estão entre o grupo prioritário idosos, adultos com comorbidades, profissionais de saúde, pessoas em situação de rua, presos, pessoas vivendo com HIV/aids, trabalhadores do setor de educação, agentes de segurança, motoristas de ônibus e caminhoneiros. Ao todo são 29 categorias no chamado grupo prioritário.

Após a imunização desde grupo, a população geral será vacinada. Vale lembrar que São Paulo, um dos estados brasileiros com mais pessoas vacinadas contra o vírus, precisou de todo o mês de janeiro para imunizar idosos com idade entre 70 e 79 anos. A constante redução de recebimento de doses deve prorrogar o prazo de vacinação até o primeiro semestre de 2022.

No final da matéria você lê integra do comunicado do Ministério da Saúde.

Governo Bolsonaro e pessoas vivendo com HIV

Não bastasse o coronavírus, o ano de 2020 ficou marcado por sucessivas investidas do Governo Bolsonaro contra pessoas que vivem com HIV. Já em fevereiro, o presidente Jair Bolsonaro disse que soropositivos eram “uma despesa para todos aqui no Brasil”.

Outro momento emblemático foi quando, em dezembro do mesmo anos, grandes portais revelaram que o governo federal tinha suspendido todos os exames de genotipagem de HIV e hepatite C, considerados fundamentais para quem vive com os vírus, já que ajudava a determinar corretamente a medicação destas pessoas.

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Renan é um jornalista de humor ácido (é bem ruim pela manhã) que acredita que informação é uma das armas mais poderosas contra a LGBTfobia.
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