Minhoqueens é invadido por arrastões e brigas

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Tinha tudo para ser perfeito, afinal, era o quinto ano consecutivo do Bloco Minhoqueens pelas ruas de São Paulo. Por conta dos anos anteriores, a expectativa era alta e 150 mil pessoas (de acordo com os organizadores) foram conferir.

Infelizmente, as expectativas foram frustradas. Embora os shows de Francine, Kika Boom e Lia Clark tenham dado o tom do início do bloco, do meio para o final a coisa foi ficando cada vez mais feia.

Apesar da superlotação, um trajeto pré-definido, a polícia militar não deu as caras e um verdadeiro arrastão tomou conta do Minhoqueens. Não era incomum ver pessoas perdendo o celular em momentos de distração.

Também não eram raros os momentos em que confusões eram criadas para que grupos roubassem. Enquanto eu estava por lá, o bloco suspendeu a música 3 vezes para pedir que as brigas parassem.

A quarta parada foi a definitiva. Os organizadores optaram por terminar o bloco por volta das 18:15, já os roubos e as brigas estava ficando cada vez mais violentos. Há boatos, inclusive, de uma pessoa que teria sido esfaqueada.

A culpa é do Minhoqueens?

O Bloco Minhoqueens já faz parte da tradição do carnaval de São Paulo. Cumpriram os requisitos mínimos para colocar o trio na rua e até uma ambulância acompanhando o trajeto eles tinham.

O que aconteceu é reflexo de uma péssima organização, mas não do bloco e sim do Governo do Estado de São Paulo que não se atenta aos sinais.

Como disse, esse foi o quinto ano do Minhoqueens e, a cada ano, maior ele ficava. Tal como aconteceu com o Bloco das Gloriosas em 2019, um dos problemas foi colocar um bloco tão grande num espaço com curvas e ruas estreitas.

Talvez se o bloco estivesse na Avenida Tiradentes, que é maior e geralmente com maior policiamento, muita coisa poderia ter sido evitada.

Cabe ao governo aumentar o número de policiais em todas as regiões com blocos durante o carnaval, para ao menos inibir ações mais violentas, ou colocar blocos grandes em avenidas mais espaçosas e seguras.

Comentários

Renan Oliveira
Renan é um jornalista de humor ácido (é bem ruim pela manhã) que acredita que informação é uma das armas mais poderosas contra a LGBTfobia.
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