Flamengo é condenado por gritos homofóbicos da torcida

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O Flamengo, um dos maiores e mais tradicionais times brasileiros, aceitou de bom grado a multa de R$50 mil imposta Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) após a torcida ter entoado gritos homofóbicos na partida contra o grêmio no dia 15 de setembro. A condenação foi divulgada na última segunda-feira (8) e dava ao time a possibilidade de recurso, mas o clube optou por acolher o resultado do julgamento.

Na ação, movida pelo Coletivo de Torcidas Canarinhos LGBTQ com endosso da procuradoria, chegou a haver um pedido para que o Flamengo fosse excluído da Copa do Brasil de 2022, mas o STJD decidiu que a condenação em dinheiro era mais adequada para a situação.

Os quatro árbitros que apitaram o jogo, inspetor da CBF e o delegado da partida também foram lembrados na ação, mas quando ouvidos disseram que não agiram para coibir os gritos por não terem escutado nada durante a partida. A Justiça acatou a defesa deles.

A única iniciativa do Flamengo, que reconheceu e lamentou os gritos da torcida, foi pedir para que o relator do caso modificasse o artigo da acusação contra o clube. Para eles, o mais adequado seria que eles fossem analisados e julgados pelo artigo 191 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que fala sobre apontar ao juiz sobre os atos homofóbicos, e não pelo 243-G, que trata especificamente sobre atos discriminatórios. O pedido foi negado.

Roman Rocha classificou os gritos como “inconcebíveis” e pediu uma multa inicial de R$80 mil. Embora os demais auditores tenham concordado que o caso merecia punição, houve divergência sobre os valores. Um considerou que R$20 mil era o suficiente e os outros dois sugeriram R$50 mil, sendo que um deles argumentou que o valor deveria levar em consideração a boa vontade e reconhecimento do erro por parte do time.

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Renan é um jornalista de humor ácido (é bem ruim pela manhã) que acredita que informação é uma das armas mais poderosas contra a LGBTfobia.
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