Facebook derruba live de Bolsonaro com mentiras sobre AIDS e vacinas

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Na posse Bolsonaro fala sobre combater ideologia de gênero
Wilton Junior/Estadão Conteúdo

Surpreendendo um total de zero pessoas, o presidente Jair Bolsonaro usou um espaço na costumeira live que organiza nas redes sociais para espalhar mentiras com pitadas de preconceito. Na transmissão, que foi feita na última quinta-feira (21), Bolsonaro diz que as vacinas contra o covid faziam com que as pessoas desenvolvessem AIDS. Na manhã desta segunda (25), o Facebook anunciou que tirou do a live por não permitir “alegações de que as vacinas de Covid-19 matam ou podem causar danos graves às pessoas”.

O presidente, que já fez várias campanhas contra vacinação e já disse que não pretende se vacinar, disse em fevereiro de 2020 que pessoas com HIV são um gasto para o país, deixando claro o que pensa de pessoas que vivem com o vírus. Já em abril deste ano, ao defender tratamento precoce, ele voltou a falar de HIV e AIDS. Para Bolsonaro, “o HIV era mais voltado para uma classe específica, que tinham comportamentos sexuais diferenciados”, mas o tratamento com AZT, que ele diz que não tinha comprovação cientifica, só avançou por causa da insistência das pessoas.

Como não poderia deixar de ser a repercussão das declarações mais recentes de Bolsonaro foi desastrosa. Além de diversas críticas nas redes sociais e de ativistas, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da comissão da CPI da Covid, declarou que pretende solicitar ao STF um pedido de retratação de Bolsonaro sob pena de multa e também a suspensão do presidente nas redes sociais.

Jair não fez nenhum novo comentário sobre o assunto desde que a live foi excluída, mas vale lembrar que ele tentou proibir que as redes sociais pudessem moderar e excluir postagens que propagassem mentiras.

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Renan é um jornalista de humor ácido (é bem ruim pela manhã) que acredita que informação é uma das armas mais poderosas contra a LGBTfobia.
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