CPI da violência contra pessoas trans tem início em SP

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Aprovada em fevereiro, começou oficialmente na última sexta-feira (24) a Comissão Parlamentar de Inquérito que irá investigar a violência contra pessoas trans na cidade de São Paulo. A vereadora Erika Hilton (PSOL), que havia solicitado a CPI, será presidente da comissão, enquanto o vereador Eduardo Suplicy (PT) ocupará a vice presidência.

Além de oficializar a mesa diretora, a primeira reunião também aprovou três requerimentos: um para que seja designada uma equipe técnica especializada na condução de CPIs; um para convocar a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA) e o Centro de Estudos de Cultura Contemporânea (CEDEC) para auxiliar no mapeamento de pessoas trans e também na construção oficial de dados de violência contra essa população no município; e outro para criação de canais de denúncia entre a população e a CPI. (e-mail: denuncie@cpitrans.com.br e pelo telefone/WhatsApp +55 11 97832 4142).

De acordo com a assessoria de Erika Hilton, a CPI está em busca de uma parceria estratégica com a Polícia Civil, o Ministério Público e a Defensoria Pública para identificar problemas que dificultam a notificação de crimes contra a população trans e também os maiores focos de violência.

A ideia é que o relatório final aponte com exatidão para os gargalos de diversas áreas como saúde, educação, moradia, segurança, transporte, entre outros, que contribuem para subnotificação e marginalização de trans e travestis da cidade de São Paulo.

Além de Hilton e Suplicy, compõem a CPI a vereadora Cris Monteiro (NOVO), como relatora, Xexeu Tripoli (PSDB),
Silvia Ferraro (PSOL), Juliana Cardoso (PT) e Elaine Mineiro (PSOL). O próximo encontro dos membros acontece na próxima sexta (01) e depois quinzenalmente. Abaixo você confere a abertura da CPI:

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