Condenada por homofobia, Magazine Luiza diz que vítima não denunciou caso

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Uma das marcas mais lembradas pelos Brasileiros, inclusive por conta de uma recente ação afirmativa voltada para negros, a Magazine Luiza foi condenada pela justiça em um caso de homofobia. A rede de lojas, no entanto, alegou que nenhuma ação foi tomada por não haver denúncias da vítima.

De acordo com o José Ernesto Manzi, a Magazine Luiza terá que desembolsar R$40 mil para indenizar um funcionário que sofria assédio moral do chefe. Em uma das situações, diante de uma cliente, ele teria sido abordado pelo gerente e ouvido a pergunta “Na sua casa quem dá é você ou seu marido?”

“Tratar com publicidade e máxima divulgação a intenção de fazer discriminação positiva, mas esconder embaixo do tapete as discriminações negativas, que possuem, pelo menos, importância igual, é inaceitável porque a coerência é a primeira virtude que se deve exigir de quem quer dar exemplos”, escreveu Manzi na decisão ser referindo ao processo de trainee para negros.

Como resposta a Gerência de Reputação e Sustentabilidade da Magazine Luiza enviou uma nota para imprensa dizendo que não recebeu nenhuma denúncia formal ou informal sobre o caso. O comunicado ainda diz que gerente citado no processo havia sido demitido em janeiro em 2018 e o funcionário coagido só entrou na justiça em março de 2019.

Apesar de não contestar formalmente a decisão do desembargador e não deixar claro se pretende recorrer, a empresa diz que quando ficou ciente do caso realizou uma investigação interna que “não identificou práticas discriminatórias ou assédio moral”.

Com informações d’O Antagonista e Guia Gay.

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Renan Oliveira
Renan é um jornalista de humor ácido (é bem ruim pela manhã) que acredita que informação é uma das armas mais poderosas contra a LGBTfobia.
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