Casa de acolhimento LGBT é visitada por Michelle Bolsonaro

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Tentando criar uma nova cortina de fumaça para ofuscar escândalos e mirando sempre na tentativa de desvincular a imagem da família do merecido rótulo homofóbico, a primeira-dama Michelle Bolsonaro visitou na última segunda (7) a Casa Rosa, primeira casa de acolhimento LGBT do DF.

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A ação, compartilhada nas redes sociais de Michelle e da Casa Rosa, é um iniciativa do programa Pátria Voluntaria, do qual a primeira-dama é presidente e doou cestas básicas, sabonetes, além de intermediar cursos de graduação e profissionalizantes para os moradores.

Através do Instagram, a Casa Rosa disse que o encontro foi importante para reforçar que “a construção de um discurso que sai do campo das ideias e parta para as ações práticas” e “que discursos de ódio matam diariamente e são as políticas públicas, as principais responsáveis por cessar situações de violação”.

Leia, na íntegra, as publicações da Casa Rosa, Michelle Bolsonaro e Pátria Voluntária.

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Hoje recebemos a visita do pessoal da @patria.voluntaria, representados por @michellebolsonaro. Fomos contemplados com uma importante doação, além de sermos a instituição escolhida para receber cursos de formação técnica e superior que serão destinados à comunidade LGBTQ+. Foi um importante momento de fala para a construção de um discurso que sai do campo das ideias e parta para as ações práticas. Importante ressaltar que discursos de ódio matam diariamente, e são as políticas públicas, as principais responsáveis por cessar situações de violação. Tivemos a oportunidade de alertar para os seguintes dados: O IPEA (março/2020) estima que há 221.869 pessoas em situação de rua em todo o território nacional. Em 2016, o CENSO/SP divulgou que entre 5 a 8% de pessoas em situação de rua se autodeclaram LGBT. Em 2019 os relatores da ONU pela juventude LGBT afirmaram que a população LGBT está mais presente nas ruas do que a população não-LGBT. Segundo os relatores, o fator de exclusão dos LGBTs ainda é a família. Outro dado alarmante é que quase 2/3 da população LGBT em situação de rua já tiveram problemas de saúde mental. Afirmam, ainda, que quanto mais jovens e mais dependentes financeiramente da família, são mais vulneráveis. A vulnerabilidade está diretamente relacionada com a exclusão socioeconômica. Nosso projeto chegou até aqui apenas com recursos advindos da sociedade civil, e boa parte de tudo que temos é fruto do voluntariado, ações como a de hoje, são importantes e serão sempre muito bem vindas, e não se esqueçam, é o trabalho voluntário que faz a diferença na vida de TODES. Posicionamentos políticos à parte, o objetivo maior da ação de hoje foi a promoção social daqueles que contam com os serviços da Casa Rosa. #patriavoluntaria #trabalhovoluntario #casaacolhida

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