Alta nas mortes e novas leis mostra guinada no ataque contra transgênero

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Embora esteja perdendo a força, a onda conservadora que elegeu Donald Trump e Jair Bolsonaro continuam dando frutos negativos, especialmente para as minorias. Exemplo disso é uma denúncia recente feira pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA) nas redes sociais, o número de mortes de pessoas trans nos Estados Unidos mais do que dobrou em comparativo entre 2020 e 2021.

Além das ações no Brasil e da ativa monitoria de notícias envolvendo pessoas transgênero, a ANTRA faz parte de um fórum internacional e, por essa razão, tem acesso facilitado à dados e informações sobre o tema. “Em meados de abril/20, foram 6 assassinatos de pessoas trans. Este ano, já são 14 casos. Majoritariamente mulheres trans, sendo 8 delas negras”, diz parte da thread da instituição.

Em paralelo com o avanço da violência, as leis e projetos de leis destes países também mostram a tentativa dos políticos de prejudicar a vida de pessoas trans. Em outro trecho das publicações ANTRA diz “que pelo menos 127 projetos de lei antitrans foram apresentados”, destas, destacamos as que tratam sobre o bloqueadores hormonais usados por algumas pessoas durante a transcição.

O inconstitucional PL 504/2020 que tramita em São Paulo ganhou um destaque que também fala sobre “proteger crianças e adolescentes” de processos descritos como prejudiciais e irreversíveis. Por enquanto, no Brasil, não houve nenhum grande avanço em leis transfóbicas, embora não seja por falta de tentativas.

Apenas para citar um exemplo, em dezembro do ano passado, nossa coluna de direito se debruçou sobre uma proposta de um vereador de Palmas que decidiu implicar com o banheiro que pessoas trans poderiam ou não usar. O texto aponta, mais uma vez, a inconstitucionalidade da medida. Os conversadores do nosso país parecem não ter noção de como funcionam as coisas… ou simplesmente não se importam.

Comentários

Renan Oliveira
Renan é um jornalista de humor ácido (é bem ruim pela manhã) que acredita que informação é uma das armas mais poderosas contra a LGBTfobia.
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