Agressão homofóbica teria sido resposta a assédio

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Desde a última quinta-feira (13), passou a circular nas redes sociais a foto de um gay que foi agredido por um motorista da plataforma 99 em Manaus. De acordo com a vítima, Clayton Oliveira, a agressão teria sido motivada por homofobia, mas uma versão na qual Clayton teria assediado o motorista.

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Na primeira versão divulgada, Clayton, depois de passar a tarde com uns amigos, teria chamado um carro pelo aplicativo, colocado duas malas no banco traseiro e depois sentado ao lado do motorista, que durante a viagem questionou a orientação sexual de Clayton.

Ainda segundo a primeira versão postada e deletada pela vítima de agressão, ele teria pulado do carro em movimento, levando apenas uma das duas bolsas que estavam no carro para parar de ser agredido pelo motorista que, supostamente, estaria enfurecido por ele ter admitido ser gay.

https://twitter.com/acxxej/status/1294025322862710786

Áudio comprova ofensas homofóbicas, mas também mostra indignação por assédio

Após a história ganhar as redes sociais, supostos prints da vítima de agressão surgiram dando a entender que ele frequentemente assediava motoristas. O perfil que fez as postagens foi excluído. Veja as imagens:

Em outro tuíte, um áudio da viagem também apareceu na rede social. Nele o motorista, visivelmente alterado, pergunta se o passageiro tá ficando doido por ter passado a mão nele. Ouça:

No Instagram, um profile foi criado e fez mais acusações a vitima de agressão. Prints mostram um outro motorista dizendo que já foi assediado e conta que Clayton, supostamente, se chamaria de “bundudo” na plataforma.

Após os prints e a exclusão da primeira versão, Clayton voltou as redes sociais para falar sobre o caso. Numa serie de stories ele não desmente a veracidade do áudio, mas diz que quando foi gravado já estava ensanguentado e sem conseguir falar.

Ele também não desmente o que chama de “prints aleatórios”, mas reforça que o profile dele nas plataformas nunca teve o nome de bundudo e afirma que a agressão o deixou com o nariz quebrado.

99 e motorista se pronunciam

A 99 veio a público para dizer que, assim que tomou conhecimento da agressão, baniu o motorista da plataforma e que está a disposição do Clayton e das autoridades para maiores esclarecimentos.

Já o motorista fez um boletim de ocorrência aos saber do ocorrido e revelou que a conta e o carro estavam emprestados para outro condutor. “Essa conta da 99 eu emprestei para um parente e não sei o que aconteceu até o presente momento. Eu to aqui dando a minha cara a tapa para esse rapaz me reconhecer e vê que não fui eu que agredi ele”, justificou de acordo com essa publicação.

Comentários

Renan Oliveira
Renan é um jornalista de humor ácido (é bem ruim pela manhã) que acredita que informação é uma das armas mais poderosas contra a LGBTfobia.
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