Médicos encontram superbactéria em gays

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Embora doenças não se preocupem com identidade de gênero e orientação sexual, um recente estudo divulgou que médicos encontraram uma superbactéria que até agora só foi encontrada em homens gays.

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De acordo com a Revista Clínica, Infecções e Doenças, a bactéria chamada Campylobacter foi encontrada em gays de Seattle e Montréal. Ela desenvolveu um gene que a torna resistente antibióticos.

A razão pela qual homens gays são mais suscetíveis a bactéria é a sua forma de transmissão. Depois de criada no intestino, ela é disseminada através do sexo anal e do cunete.

O estudo revela ainda que esta é a primeira vez que esse gene foi encontrado numa amostra clínica. É possível que a bactéria já tenha ganhado o mundo, não sendo mais possível o isolamento nas cidades em que foram encontradas.

As pessoas infectadas podem apresentar diarréia e dor no estômago. A boa notícia é que, apesar de resistir a antibióticos, os sintomas e a bactéria estão sendo eliminados pelo organismo em algumas semanas.

O Dr. Alex Greninger, responsável pelo estudo, alertou que essa não é a primeira vez que uma bactéria é encontrada com mais facilidade em homens gays.

“A disseminação internacional entre homens que fazem sexo com outros homens já tinha sido mostrada para Shingella, então faz sentido vê-la para Campylobacter também”, argumentou.

Shingella é uma infecção conhecida por sua transmissão entre gays e bissexuais. Ela apresentou casos de surtos em 1999 nos EUA, Austrália, Japão e países da Europa. Também chega ao organismo através do cunete e causa febre, dor abdominal e diarréia.

As maneiras mais eficazes de se prevenir contra as duas bactérias é evitando sexo oral no ânus e usando camisinha em relações sexuais.

Comentários

Renan Oliveira
Renan é um jornalista de humor ácido (é bem ruim pela manhã) que acredita que informação é uma das armas mais poderosas contra a LGBTfobia.
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