Golpe no Grindr usa homofobia como isca

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Golpistas estão usando homofobia como isca para arrancar dinheiro de usuários do Grindr. A denúncia foi feita pelo ESET da Irlanda, um site de tecnologia.

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Os criminosos conversam normalmente com as vítimas por um período, mas, quando chega o momento de marcar um encontro, dizem terem sido vítimas de agressão homofóbica.

De acordo com o ESET, fotos de machucados pelo corpo são enviadas para deixar o relato ainda mais convincente. É nesse momento que o golpe no Grindr acontece.

Os criminosos dizem que existe um site capaz de verificar se você nunca teve envolvimento com nenhuma agressão e também funciona como um “banco de dados do bem” chamado LGID.

O site em questão exige um cadastro com seus dados pessoais e cobra uma taxa € 2,00, algo equivalente a R$ 9,20. Metade do valor, supostamente, será doado para a Fundação da Comunidade de Vítimas de Assédio.

Site se cadastro e site de falsa fundação

Parece justo, certo? Pagar para fazer parte de um “cadastro positivo” dizendo que você nunca agrediu um LGBTI e ainda ajudar uma instituição de caridade.

Bem, acontece que a Fundação não existe e ao preencher o site com informações do seu cartão, o valor inicial cobrado é de € 50,00, equivalente a R$ 229,99.

Como você forneceu dados pessoais e bancários, ainda existe a possibilidade de mais fraudes e cobranças futuras. O golpe no Grindr é extremamente bem elaborado, por isso é importante redobrar a atenção.

Comentários

Renan Oliveira
Renan é um jornalista de humor ácido (é bem ruim pela manhã) que acredita que informação é uma das armas mais poderosas contra a LGBTfobia.
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