Exército da Salvação luta para perder fama homofóbica

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O Exército da Salvação, conhecida como uma das maiores instituições de caridade do mundo, está lutando para apagar a homofobia da própria história.

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As ações para limpar a imagem de organização incluem uma entrevista do Diretor de Comunicação David Jolley para revista gay Out e acontece numa corrida contra o tempo por conta do feriado de ação de graças nos EUA.

A data marca um período de grande arrecadação para instituições de caridade, em especial para o Exército da Salvação

História suja

“Infelizmente, como uma grande organização, houve incidentes isolados que não representam nossos valores e serviços para todas as pessoas em necessidade”, argumentou David para a publicação americana.

Os “incidentes isolados”, no entanto, estão impregnados em toda a história suja do Exército da Salvação com a comunidade LGBTI.

Em 1986, a organização colheu assinaturas na Nova Zelândia para tentar criminalizar a homossexualidade. Eles reconheceram as ações e se desculparam em 2006.

Durante a década de 1990, quando São Francisco implementou uma regra que pedia benefícios para casais do mesmo sexo para todas as empresas que tivessem negócios com o governo da cidade, a instituição pediu uma exceção por motivos religiosos.

Em 2012, um dos líderes do Exército da Salvação australiana disse que gays deveriam morrer, enquanto outro porta voz foi mais sútil ao sugerir que homossexuais não fizessem mais sexo.

Dois anos mais tarde, a organização foi acusada de não ajudar uma mulher trans em situação de rua. Foi quando surgiram rumores de que LGBTI eram proibidos de “servir” a instituição.

Os rumores foram confirmados em 2016 por um dos líderes da instituição de caridade na Inglaterra.

Ano passado os membros da organização foram proibidos de discutir questões LGBTI em público. Acho que ficou claro que a LGBTFOBIA tava evidente, né?

Duros golpes contra o Exército da Salvação

A mudança de postura e a luta desesperada para se provar uma instituição mais inclusiva vem depois de dois duros golpes. Uma nos bolsos e outra na imagem.

O primeiro golpe veio da rede americana de fast food Chick-fil-A declarar que não vai mais ajudar financeiramente instituições homofóbicas.

A outra bancada envolve a cantora britânica Ellie Goulding que, dias após de postar uma foto usando o clássico avental vermelho, ameaçou cancelar um show beneficente que envolvia a organização.

Fãs da estrela comentaram a foto dizendo que a instituição que ela estava apoiando era homofóbica e transfóbica. Ellie respondeu dizendo que “não teria escolha” a não ser cancelar a apresentação.

Como condição para manter o show, a cantora pediu uma retração e uma doação para uma instituição LGBTI. Dias mais tarde, o Exército da Salvação deu uma declaração dizendo que o show de Ellie seria mantido.

A cantora não voltou a se pronunciar e a instituição ainda não disse se acatou as exigências da britânica.

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