Tudo que você precisa saber sobre o Pride Bank

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O Nubank que se cuide! Foi lançado na madrugada da última quarta-feira(13), o primeiro Banco Digital LGBTI do mundo. Batizado de Pride Bank, a instituição chega com a promessa de apoiar diversas causas da nossa comunidade pelo Brasil a fora.

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Eu devo admitir que logo de cara fiquei com o pé atrás com a novidade, afinal, não é incomum que pessoas nos usem para levantar o famoso Pink Money e para ajudar, ou não, as matérias que saíram a respeito do Pride Bank estão um pouco rasas e não falam muito sobre questões simples como segurança.

Para acabar com as dúvidas e receios, fui atrás da instituição para entender melhor todos os detalhes da criação, que é pioneira no mundo, e trouxe tudo que você precisa saber sobre o Pride Bank.

O banco LGBT é seguro?

A primeira pergunta que me veio a cabeça quando soube da criação do primeiro banco LGBT do mundo foi “Legal, mas é seguro? Porque estamos falando do meu dinheiro, então cadê minhas garantias?”.

E, ao que parece, o Pride Bank fez a lição de casa para garantir que todos os correntistas não precisem se preocupar com o dinheiro guardado por lá. Além de já contar com registro no Banco Central, a criação foi feita com o auxílio da Digital Bank e essa empresa é especialista em sistemas de criptografia que garantem a segurança nas sua transações.

Em teoria, com posse dessas tecnologias, podemos dizer que ter uma conta nessa instituição é tão seguro quanto ter qualquer outra conta digital. Digo na teoria porque o banco nasceu há poucos dias e então ainda não rolou tempo para que os primeiros clientes se manifestem.

Quanto custa ter uma conta no Pride Bank?

A premissa do banco digital LGBT é de que 5% da receita gerada seja distribuída para causa sociais, certo? Mas de onde sairá essa receita, afinal? Bem, o Pride Bank não é isento de tarifas como alguns concorrentes e é daí que surge o dinheiro.

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No site oficial do banco, existem quatro pacotes de tarifas diferentes para que dão acesso para um número diferente de serviços. Os valores são cobrados mensalmente e variam entre R$9,99 e R$39,99 para pessoa física e R$29,99 e R$149,99 para pessoas jurídicas.

Para os correntistas, chamados de Priders, que decidem não escolher nenhum dos pacotes, os valores podem variar entre R$17,69 e R$187,39.

Existem outras tarifações, como o saque em bancos 24h no valor de R$7,50, que você pode ver com detalhes aqui.

Quais serviços o banco me oferece?

Ainda em fase Beta e disponível apenas para convidados, o banco oferece serviços como transferências, pagamentos de serviços e impostos, depósitos, além de emissão e pagamentos de boletos.

Descrito com “em breve” no site oficial estão o cartão de crédito pré-pago internacional e uma maquinha para pagamentos.

Instituto Pride

Outra coisa que pode te confundir um um pouco é a criação do Pride Bank em paralelo com o Instituto Pride. Apesar do nome e de terem sido criadas em conjunto, as duas instituições não são a mesma coisa. Calma que eu te explico.

Enquanto a primeira é uma conta digital para que você movimente seu dinheiro, a segunda nasceu exclusivamente para cuidar das demandas sociais voltadas ao público LGBTI.

“O Instituto Pride tem a responsabilidade de administrar e acompanhar como a verba destinada à causas sociais é distribuída. É o Instituto que trabalhará em conjunto com a Welight para que todo o processo seja transparente e sempre haja rastreabilidade total de onde o dinheiro é gasto e que causas foram beneficiadas”, contou com Márcio Orlandi, CEO do Pride Bank, exclusividade ao Dentro do Meio.

Quais instituições o Pride Bank vai ajudar?

Também no site da Fintech, existe uma lista de instituições que deverão ser beneficiadas pelo Instituto Pride. A princípio todas elas estão em São Paulo e, apesar de cuidarem de LGBTI, possuem focos diferentes.

A Casa de Apoio Brenda Lee abriga e apoia pessoas vivendo com HIV, a ONG Eternamente Sou dá mais atenção para idosos LGBTI, enquanto a, ainda em criação, Casa Arouchianos pretende atuar no acolhimento da comunidade em situação de rua, tal como a Casa 1.

Ao Dentro do Meio, Orlandi explicou que essas são só algumas das instituições que devem ser ajudadas e que sugestões de outras ao redor do Brasil são bem-vindas.

“As Causa Sociais que estão no site são apenas as primeiras que iremos apoiar. O Instituto Pride continuará a identificar outros projetos em todo Brasil, inclusive com indicações do nossos Priders. Nosso objetivo é apoiar dezenas e até centenas de causas sociais”, pontuou.

Agora que você conhece detalhes do Pride Bank, fica muito mais fácil decidir entre abrir ou não uma conta no primeiro banco LGBT do Brasil e do mundo, né?

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