Justiça condena mãe que matou filho por homofobia

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A justiça de Ribeirão Preto condenou, na última quarta-feira (27), Tatiana Ferreira Lozano Pereira por matar o próprio filho com uma facada no pescoço. O crime foi motivado por homofobia e a pena é de 25 anos de reclusão. + Policial que atirou em gay é preso sem Salvador Ela já estava presa desde 2017, quando o corpo de Itaberli Lozano foi encontrado carbonizado num canavial. Na época, ao ser presa, Tatiana confessou o crime, mas alegou legítima defesa. Também foram condenados Victor Roberto da Silva e Miller da Silva Barissa. Eles foram contratados por Tatiana para agredir Itaberli e ficarão 21 anos na prisão. O padrasto da vítima, Alex Cantelli Pereira, ainda não foi julgado. Ele é acusado de ocultação de cadáver.

O crime

De acordo com testemunhas, Itaberli e Tatiana tinham uma relação complicada. Ela não aceitava a sexualidade do filho e, dois dias antes do crime, chegou a bater nele durante uma discussão. Foi o próprio Itaberli quem falou sobre a agressão em uma postagem já apagada das redes sociais. O jovem estava morando com a avó paterna, já que a situação com a mãe e o padrasto estava insustentável. Em 29 de dezembro de 2016, Tatiana teria chamado o filho para fazer as pazes. Ao chegar a casa da mãe, Itaberli foi surpreendido por Victor e Miller. O jovem foi agredido pelos dois até perder a consciência. A namorada de um dos dois criminosos, que não teve a identidade revelada por ser menor, disse em depoimento que viu quando Tatiana deu a facada no pescoço do próprio filho.

Tentativa de se livrar do corpo

Tatiana contou com a ajuda do marido para tirar o corpo da vítima de casa. A intenção era queimar o corpo para que ninguém encontrasse. Eles levaram Itaberli para um canavial, mas não conseguiram queimar completamente o corpo do jovem. As queimaduras, no entanto, atrasaram tanto as investigações que somente em junho de 2017, sete meses após o assassinato, a perícia conseguiu confirmar com exames que se tratava mesmo de Itaberli.

Comentários

Renan Oliveira
Renan é um jornalista de humor ácido (é bem ruim pela manhã) que acredita que informação é uma das armas mais poderosas contra a LGBTfobia.
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