Expo Pride é caçula de Feira LGBT

61
views

Aconteceu no último final de semana,7 e 8 de setembro, na São Paulo Expo, a 1.ª Expo Pride. O evento tem contornos da tradicional Feira LGBT que antecede a Parada.

Devo admitir que estava com o pé bem atrás com o evento. Fiquei sabendo dele por um pequeno banner no metrô e torci bastante o nariz para comunicação visual que escolheram.

Inclusive, eu não fui o único. O evento foi bem criticado nas redes.

O site também não ajudou muito. As informações estavam um pouco nebulosas e a impressão que fiquei foi de que apenas eu iria ao evento pela maneira que construíram a página e tocaram o marketing.

Também pecaram na sinalização, o que me fez ter um pouco de dificuldade para encontrar a feira dentro da São Paulo Expo.

Mas as impressões ruins foram derrubadas a medida que comecei a andar entre os estandes, que mostraram estar muito mais plurais do que eu imaginava.

Roupas, acessórios, comidas, decoração e também espaço para debates, palestras, shows, oficina de drags, mostra de curtas e longas que marcaram o final de semana.

A princípio, me questionei o que um evento importante como esse estava fazendo na região da Jabaquara e completamente fora do calendário de eventos LGBTI que estamos acostumados. Mas, faz sentido.

Nós existimos durante todo ano, não apenas nos meses do orgulho. Faz sentido que eventos voltados a comunidade passem a transitar pelos 12 meses do ano. Ainda mais em períodos nefastos como os que estamos enfrentando.

Expo Pride 2019. Foto: José Neto – Dentro do Meio

Também existimos fora dos grandes centros, então, nada mais justo do que um evento fora da região da Av. Paulista.

Expo Pride 2019. Foto: José Neto – Dentro do Meio

Ainda que eu sinta que a comunicação e o Marketing da Expo Pride deixou muito a desejar, o saldo do evento é bem positivo.

Expo Pride 2019. Foto: José Neto – Dentro do Meio
Expo Pride 2019. Foto: José Neto – Dentro do Meio
Expo Pride 2019. Foto: José Neto – Dentro do Meio

Comentários

Renan Oliveira
Renan é um jornalista de humor ácido (é bem ruim pela manhã) que acredita que informação é uma das armas mais poderosas contra a LGBTfobia.
COMPARTILHAR