Suprema Corte dos EUA julgará discriminação no trabalho

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Enquanto no Brasil o STF debaterá em maio a criminalização da LGBTIfobia, a Suprema Corte norte americana julgará discriminação no trabalho.

A discussão dos ministros dos EUA vai definir se é crime ou não demitir alguém com base na orientação sexual ou identidade de gênero.

Atualmente, nenhuma lei impede que empresas tomem essa decisão, embora a corte já tenha legislado contra discriminação “com base no sexo” no Ato de Direitos Civis.

Ativistas LGBTI estão preocupados que os juízes ultraconservadores, Neil Gorsuch e Brett Kavanaugh, possam atrapalhar o julgamento, visto que eles já conseguiram derrubar outros consensos a favor da comunidade.

Ambos, inclusive, são indicações de Donald Trump, atual presidente norte-americano que baniu pessoas trans do exército e deixou claro, por meio de sua administração, que nenhuma lei federal pode impedir a demissão das pessoas com base em orientação sexual ou identidade de gênero.

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Casos que serão julgados

Três casos servirão como base para o julgamento da Suprema Corte dos Estados Unidos sobre a discriminação no trabalho.

Donald Zardas move a primeira ação que será analisada. Ele diz que foi demitido da Altitude Express Inc, em que trabalhava como instrutor de Sky, por causa da sexualidade.

O segundo caso é sobre Gerald Bostock, que também diz que foi demitido do cargo coordenador de bem-estar infantil quando descobriram que ele é gay.

O último caso é sobre Aimee Stephens, uma pessoa trans que foi demitida depois de trabalhar por sete anos Harris Funeral Homes em Michigan.

Comentários

Renan Oliveira
Renan é um jornalista de humor ácido (é bem ruim pela manhã) que acredita que informação é uma das armas mais poderosas contra a LGBTfobia.
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