Corinthians quer banir a homofobia do futebol

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Foto da torcida da Gaviões da Fiel, que baniu gritos de homofobia no futebol
Torcida da Gaviões da Fiel. Foto: Daniel Augusto Jr.

A torcida de um dos maiores times de futebol do Brasil deu mais um passo para banir a homofobia do futebol, pelo menos é o que pede um manifesto para o jogo deste domingo (21).

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O Coletivo Democracia Corinthiana é que está encabeçando o pedido para o fim dos gritos de “bicha” para os torcedores do time nas arquibancadas.

“Time do povo, de todos e de todas. Temos LGBTs nas arquibancadas Corinthianas. Não grite bicha, grite Corinthians. Homofobia não é piada”, diz uma imagem compartilhada nas redes do coletivo.

Em uma publicação feita no blog deles são enumerados mais motivos pelos quais os gritos homofóbicos não combinam em nada com a história e tradição do time.

“Em 2021, completo 50 anos de estádio. Não me lembro de um “futebol raiz” que incluísse a estigmatização do outro em razão de uma suposta orientação sexual”, escreveu Walter Falcetas, autor da postagem que já passa de 17 mil leitores.

De fato, embora não pareça, os gritos de “bicha” são bem recentes. De acordo com uma publicação do UOL, tudo começou em 2012, durante a Libertadores, num jogo conta o Cruz Azul, no México.

Na Copa de 2014, torcedores decidiram adaptar os gritos de “puto” que era dado por torcidas mexicanas para desconcentrar os goleiros. Infelizmente, pegou e muitas torcidas não pararam mais.

Time também quer banir a homofobia do futebol

Além do Coletivo, a Gaviões da Fiel, maior torcida organizada do Corinthians no Brasil, também já havia manifestado aversão a homofobia do futebol.

Desde 2016 que eles pedem para que membros da torcida não use gritos homofóbicos durante os jogos. Uma nota explicava o início dos gritos e terminava convidando torcedores a repensar o grito: “queremos acabar com isso”.

Antes das torcidas organizadas, o próprio Corinthians já tinha dado sinais de que queria banir a homofobia do futebol. Claro que o medo de punições foram o que motivaram o manifesto de 2014, mas é louvável que tenham pedido pelo fim dos gritos de “bicha”.

Comentários

Renan Oliveira
Renan é um jornalista de humor ácido (é bem ruim pela manhã) que acredita que informação é uma das armas mais poderosas contra a LGBTfobia.
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