EUA pode ter o primeiro presidente gay

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O próximo presidente dos Estados Unidos só será escolhido em novembro do próximo ano e, depois da desastrosa escolha de Donald Trump, o país pode ter o primeiro presidente gay.

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Pete Buttigieg lançou oficialmente sua pré-candidatura para a presidência no último domingo (14) e já aparece em terceiro lugar nas pesquisas.

Ele está no segundo mandato como prefeito da cidade South Bend, em Indiana, e foi reeleito com 80% dos votos na última disputa.

Fora do armário

Foi durante a disputa a reeleição, inclusive, que Pete assumiu publicamente sua orientação sexual em um artigo ao jornal local.

O outing aconteceu pouco antes da Suprema Corte norte-americana decidir a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo e, como dá para perceber, não afetou em nada a campanha dele.

“Levou um bom tempo para que eu assumisse para mim, (…) Existe uma guerra interna em muita pessoas quando elas percebem que podem ser o que ela mais tem medo. Para mim levou muito tempo para resolver isso”, disse em entrevista a Rachel Maddow na última segunda-feira (15).

Batalha contra religiosos conservadores

E Pete Buttigieg já deixou claro que não vai baixar a cabeça para nenhum discurso conservador.

Em março deste ano, durante uma entrevista a rede CNN, ele se posicionou contrário ao discurso do vice-presidente Mike Pence.

“Para mim, as Escrituras ensinam a proteger o estranho, o prisioneiro e o pobre”. Ele também apontou que não entende como alguém como extremamente religioso como Pence virou um defensor tão voraz da “estrela pornô” Donald Trump.

Sobre a sua sexualidade e os ataques que já recebeu e ainda receberá, o candidato limitou-se a dizer que o problema “não é comigo, mas com meu Criador”.

Veterano de guerra e jovem

Os discursos de Buttigieg se afastam um pouco da polarização que dominaram as eleições dos EUA, e também do Brasil, nos últimos anos.

Além de destacar o fato de fazer parte da geração que esteve no Afeganistão depois de 11 de setembro, o candidato, de apenas 37 anos, gosta de pontuar em seus discursos que “Não existe honestidade em política que usa a expressão de novo”.

Ele também fez uma sutil referência ao atual presidente quando falou sobre “vendedores de ressentimentos” e vem usando liberdade, democracia e segurança como pilares da campanha.

Apoio de celebridades

Enquanto por aqui astros e estrelas tentam não se envolver diretamente com política, artistas norte-americanos deixam claros seus posicionamentos.

Ryan Reynolds, de Deadpool, e Jane Lynch, a eterna Sue Sylvester de Glee, são alguns dos nomes que já doaram para campanha do presidenciável Pete Buttigieg.

Os criadores de The L World e How To Get Away With Murder, Ilene Chaiken e Peter Nowalk, além do produtor executivo de Game of Thrones, Carolyn Strauss, também estão ajudando.

Há um longo caminho até novembro e Pete ainda precisa passar pelas primárias, mas seria revigorante ter alguém com os valores que ele demonstra ter a frente de uma das maiores nações do mundo.

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