Desembargadora que sugeriu execução de Jean Wyllys diz que esquerda é mal humorada

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A desembargadora Marília Castro Neves, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, disse que a esquerda é mal humorada ao justificar o que ela chamou de “brincadeira”. Em entrevista à Folha de  S. Paulo, Jean disse que a desembargadora sugeriu sua execução

“A questão é a seguinte: a esquerda é dona de um mau humor profundo”, se defendeu desembargadora ao site ConJur. Segundo ela, não gostar do Jean Wyllys não deveria ser motivo para condená-la e parte da sua declaração é apenas uma opinião pessoal.

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“Dizer, como eu disse, que o Jean Wyllys não vale a bala que o mate e o pano que o limpe, é uma opinião. Você vai me condenar pela minha opinião, por que eu não gosto do Jean Wyllys? Eu não gosto dele”, pontuou.

“Não sugeri execução”

Para tentar amenizar a situação a desembargadora ainda tentou dizer que tiraram a brincadeira, que sequer começou dela, de contexto e na verdade um amigo que teria sugerido que Jean Wyllys fosse executado. 

“”Isso foi falado no meu Facebook particular com um amigo, que não era magistrado. E o nome dele [Jean Wyllys] surgiu aleatoriamente na conversa. Eu não sugeri nada de morte dele. Meu amigo é que sugeriu…”, disse.

No entanto, um print da conversa reforça que foi a própria quem trouxe o nome do Jean para conversa.

“Não quero que ele morra”

Apesar da declaração, a desembargadora disse que não quer a morte de Jean e que não gostar dele não interferiria na maneira que ela faz o trabalho dela. 

“Eu não quero que ele morra, eu não desejaria a morte dele, eu jamais promoveria um ato sequer. E se ele fosse ser julgado por mim, por outra ação qualquer, isso não afetaria o meu julgamento em relação a ele, o meu desgostar em relação à atuação dele como parlamentar, como pessoa, como ser humano. O que eu examino não é o nome da pessoa, é o direito que me põem”, enfatizou.

LGBTfobia no discurso

Não bastasse a sugestão de execução de um parlamentar, na época em exercício, Jean deixou claro que a desembargadora escolheu evidenciar a LGBTfobia no discurso.

“A violência contra mim foi banalizada de tal maneira que Marília Castro Neves, desembargadora do Rio de Janeiro, sugeriu a minha execução num grupo de magistrados do Facebook. Ela disse que era a favor de uma execução profilática, mas que eu não valeria a bala que me mataria e o pano que limparia a lambança. Na sequência, um dos magistrados falou que eu gostaria de ser executado de costas. E ela respondeu: ‘Não, porque a bala é fina’. Veja a violência com homofobia dita por uma desembargadora do Rio de Janeiro”, disse à Folha.

E para negar ser homofóbica, Marília recorreu ao clássico “tenho até amigos que são”, revelando que já abriu um casal gay em sua casa e que possui amigos negros, o que, no mundo mágico dela, a isentaria de qualquer preconceito.

“A minha questão é a seguinte: não consigo identificar as pessoas por cor de pele, orientação sexual, credo. Eu tinha um assessor negro e só me dei conta que ele era negro quando eles fizeram uma brincadeira entre eles”, argumentou

 

Comentários

Renan Oliveira
Renan é um jornalista de humor ácido (é bem ruim pela manhã) que acredita que informação é uma das armas mais poderosas contra a LGBTfobia.
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