Nigéria prende homens por homossexualidade

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As autoridades nigerianas prenderam, de uma só vez, 57 homens acusados de homossexualidade. Na Nigéria, se relacionar com alguém do mesmo sexo pode levar uma pessoa para prisão por 14 anos e, desde 2014, o casamento entre pessoas do mesmo sexo é proibido.

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A polícia chegou ao local depois de usar o servição de inteligência que teria recebido denúncia de “cerimônia homossexual” em um hotel na região de Lagos, capital comercial e uma das áreas mais populares e povoadas de todo país.

“Ao chegarmos, homens jovens, totalizando cerca de 80 pessoas, foram vistos em um salão tomando diferentes tipos de bebidas, incluindo substâncias proibidas”, revelou Edgal Imohimi, delegado responsável  em uma entrevista coletiva concedida para imprensa.

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Wealth Olasunkanmi, um dos suspeitos, negou que estivessem participando da tal “cerimônia homossexual”. Ele disse que no local estava acontecendo duas festas completamente distintas, sendo elas uma festa de aniversário, e que havia, inclusive, a presença de mulheres.

“Foi uma festa de aniversário e a maioria de nós não se conhece. Eu fui convidado por uma amiga. Algumas mulheres estavam no evento e outras estavam se arrumando nos quartos do hotel. Como era uma festa, uma reunião social, havia mais homens do que mulheres”, esclareceu.

Nigéria prende homens por homossexualidade de forma recorrente

Não é a primeira vez que uma grande quantidade de homens é preso na Nigéria sob a suspeita de homossexualidade.  No final de 2017, 40 homens foram acordados e preso depois de uma rápida investigação na mesma região.

Uma das maiores razões pelas prisões, é a forte influência religiosa no país. Além das prisões, não é incomum que a mídia internacional noticie a violência sofrida pela população LGBTI que, em sua maioria, vive escondida e com medo da perseguição.

 

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Renan Oliveira
Renan é um jornalista de humor ácido (é bem ruim pela manhã) que acredita que informação é uma das armas mais poderosas contra a LGBTfobia.
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