Como escolher deputados e senadores pró-LGBTI?

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Como escolher candidatos pró-LGBTI

Publicamos no último domingo (30) uma matéria com um resumão do que os candidatos a presidência da república dizem sobre pessoas LGBTI em seus planos de governo. Se você ainda não teve a chance de ler, pode conferir aqui.

No entanto, as eleições de 7 de outubro também servirão para que a gente escolha deputados e senadores. Os últimos anos mostraram, para quem ainda não sabia, que um presidente é importante, mas que não devemos negligenciar a câmara dos deputados ou o senado federal. Eles podem, inclusive, prejudicar o trabalho do presidente.

Mas antes de ensinar como escolher candidatos pró-LGBTI, uma pergunta se faz necessária. Você sabe o que fazem deputados federais, deputados estaduais e senadores?

Fazendo leis

Além de escolher quem vai administrar nosso país, e também nossos estados no caso dos governadores, vamos escolher os responsáveis por fiscalizar o trabalho do presidente e dos governadores em nosso nome. E eles ainda são responsáveis por fazer as leis. 

Isso significa que a criminalização da LGBTfobia ou uma lei que pode regularizar de uma vez por todas o casamento de pessoas do mesmo sexo, com mais segurança do que acontece hoje em dia, pode ter apoio do presidente, mas são os senadores e deputados quem decidem que o assunto será debatido e poderá virar lei.

Aliás, depois que os deputados aprovam uma lei, ela vai para o senado federal, onde há uma nova discussão sobre o tema antes que ele vá para apreciação do presidente, que pode ou não transformar a pauta em lei.

Como escolher?

Com isso, já sabemos que precisamos estar atentos aos candidatos e o que eles prometem explorar nas discussões que terão no congresso nacional. Temos uma forte bancada evangélica, por exemplo que é comprometida com “valores da família”. Não seria hora de conquistarmos uma bancada pró-LGBTI?

#VoteLGBT e Me Representa.

Em 2014 foi criado o #VoteLGBT. Um coletivo que, além de entrevistar LGBTI em manifestações para entender melhor o posicionamento dessas pessoas, busca aumentar a representatividade política para todos nós.

Foi através deste coletivos que descobrimos, por exemplo que entre as eleições de 2014 e 2016, as candidaturas pró-LGBTI cresceu mais de 200%. Em 2016, eles se juntaram com outros coletivos (Rede Feminista de Juristas (DeFEMde), Blogueiras Negras e Fundação Cidadania Inteligente) e criaram o Me Representa.

O site é uma plataforma bem simples em que você escolhe questões sociais com as quais você se importa, o estado onde mora e recebe uma lista de candidatos que possuem a mesma visão que você e pode te representar no congresso e facilitar a vida do presidente que você acredita ser comprometido com a causa LGBT, por exemplo.

Coligações

Também é preciso ficar atento as coligações de partidos e a plataforma #MeRepresenta te ajuda nisso. Explicando de maneira rasa e rápida, as coligações são feitas por partidos para que seja possível conquistar mais cadeiras no congresso nacional.

Às vezes, junções bizarras são formadas e os valores defendidos por um partido é duramente criticado pelos partidos coligados. A questão é que os votos que você dá para o seu partido pode ajudar a eleger candidatos contrários ao que você acredita e deseja por causa dessas coligações.

O ideal é que enquanto você escolhe seu candidato, você também analise friamente quem você pode levar para o congresso se votar nele. Ninguém quer correr o risco de escolher um representante pró-LGBTI e, sem querer, eleger mais um membro da bancada evangélica.

Apps

Se você está pensando em reeleger alguém, é importante verificar como votaram os candidatos em temas que você considera importante e também como e quanto eles gastam o nosso dinheiro. Parece complicado, mas você consegue fazer isso com dois Apps: Meu Deputado e Eleições 2018.

Os Apps ajudam também a controlar a frequência dos candidatos nas sessões para dar certeza de que você está fazendo a escolha mais acertada no caso de uma candidatura a reeleição. Por fim, e-mails e telefones de contato dos candidatos também são disponibilizados nos programas para celular.

 

 

Comentários

Renan Oliveira
Renan é um jornalista de humor ácido (é bem ruim pela manhã) que acredita que informação é uma das armas mais poderosas contra a LGBTfobia.
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