Clima frio não esvazia Parada LGBT 2018 de São Paulo

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Foto: Bruno Rocha/ Fotoarena / Estadão Conteúdo

Aconteceu no último domingo (03), a 22ª da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, que é organizada pela ONG APOGLBT SP.  O clima frio e os reflexos da greve dos caminhoneiros não esvaziaram o evento. Ao todo, estima-se que os 18 trios levaram 3 milhões de pessoas para Av. Paulista.

Tal como o ano anterior, a Parada LGBT esteve extremamente colorida e politizada. Muitos cartazes e bandeiras podiam ser vistos pela Paulista. Não eram apenas bandeiras LGBT, embora elas fossem as mais numerosas, bandeiras do Orgulho Transexual e Bissexual se juntavam as bandeiras cristãs com as cores do arco-íris.

Um número menor de descamisados, mesmo nos trios, desfilou este ano, mas houve quem ousasse desafiar a temperatura, mesmo que por pouco tempo.

Parada LGBT 2018 (1)
Parada LGBT 2018 (1)
Cores invadem a Paulista durante a Parada LGBT 2018
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Supertrios deixam Parada LGBT de São Paulo com buracos na Paulista

Desde 2017, quem tem o costume de pular entre um trio e outro, tem notado espaços vazios na Av. Paulista, o que pode dar a impressão de que a Parada LGBT vem esvaziando, mas basta chegar aos supertrios dos patrocinadores para entender onde estão os milhões de pessoas anunciados ano após ano.

Neste ano, Anitta foi atração do carro da Skol e a Uber fez com que Pabllo Vittar, Gloria Groove, Aretuza Lovi, Mulher Pepita, Lia Clark e outros artistas se revezassem no trio que arrastava multidões.

É incrível que exista cada vez mais artistas queridos pelo público LGBT (e principalmente alguns que fazem parte da comunidade), mas é inegável que em algum momento o público acaba perdendo alguma coisa, seja atração ou a paciência pelo empurra-empurra. Os patrocinadores bem que poderiam se juntar num palco de encerramento ou combinar horários diferentes para que as atrações principais se apresentassem, né?

Vaias ao prefeito de São Paulo

O prefeito Bruno Covas, que assumiu a prefeitura de São Paulo depois que João Dória deixou o cargo para concorrer as eleições, foi vaiado durante o rápido discurso que fez antes do evento começar. Gritos de “volta Haddad” também foram entoados por alguns dos presentes.

Discursaram também Mônica Benício, viúva de Marielle Franco, e a presidenciável Manuella d’Ávila que concorre pelo PCdoB. “Isso aqui é um ato de resistência. O Brasil é um dos países que mais mata a sua população LGBT. E a gente não pode assumir isso, deixar que isso continue desta maneira”, defendeu Benício.

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