São Paulo vacinará homens gays e transexuais contra hepatite A

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A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de São Paulo começou na última segunda-feira (29) a vacinar gays; homens que fazem sexo com outros homens, mas não se identificam como gays; travestis e pessoas trans contra hepatite A. A ideia é impedir uma nova epidemia.

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Em 2017, de acordo com o último Boletim Epidemiológico da Coordenação de Vigilância em Saúde (Covisa), São Paulo teve 786 casos confirmados da infecção pelo vírus da hepatite A; destes, 176 casos levaram a internações resultando em dois óbitos.

O ano de 2018 registrava, até abril, 301 notificações e 80 hospitalizações pelo vírus da doença.

Risco de nova epidemia

Os números apontam que nos dois anos, cerca de 80 % dos registros se refere a homens que tem entre 18 e 39 anos. A não vacinação do grupo escolhido pelo SMS poderia resultar numa nova epidemia, já que 40 dos casos de 2017 foram resultado de relações sexuais.

“A vacina é uma importante forma de prevenção, principalmente a esse público que, com prática sexuais específicas, fica mais exposto à infecção. É mais um avanço que o SUS dá para ampliar a proteção na cidade”, defende Cristina Abbate, coordenadora do Programa Municipal de DST/AIDS (PM DST/AIDS), também da SMS.

Comentários

Renan Oliveira
Renan é um jornalista de humor ácido (é bem ruim pela manhã) que acredita que informação é uma das armas mais poderosas contra a LGBTfobia.
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